Deixem-nos morrer

Que surpresa!

      Fernando Belo, catedrático jubilado de Filosofia, com doutoramento sobre a epistemologia da Linguística saussuriana, também escreve hoje no Público sobre o Acordo Ortográfico de 1990. O título diz quase tudo: «Nem pró nem contra». No fundo, só pede que o deixem morrer — e a todos nós, uns mais novos, outros mais velhos —, e depois que façam o que quiserem. Um filósofo a remeter para o futuro um problema dos nossos dias? Está bem. «Ora, é nas escolas que a questão é complicada, porque a quem está a aprender a escrever o problema das consoantes mudas não se põe (a mim, sim, porque não as digo mas leio-as!). E aí julgo que o Ministério da Educação tem pertinência em propor uma lei destas. Poupem-nos a nós, os mais velhos, deixem que o tempo nos leve e que daqui a umas boas dezenas de anos já seja como em relação aos dois ll ou ao ph, igual para todos.»

[Texto 1146]
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