Sobre «destabilizar»

Não faz falta


      «A frustração de estar rodeado de crianças que não tinham os mesmos interesses, a ouvir matérias que já conhecia, aborrecia-o e levava-o a destabilizar a aula, por estar aborrecido de ali estar» («Há mais de 60 mil crianças e jovens sobredotados em Portugal», Raquel Tereso, Diário de Notícias, 6.02.2011, p. 18).
      Em rigor, não precisamos de destabilizar nem de desestabilizar, e quem use conscienciosamente a língua decerto que o sabe.

[Post 4406]
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5 comentários:

Anónimo disse...

O Aulete Digital juntou-se ao Priberam em linha nos critérios de escolha das palavras do vernáculo hodierno para ilustração e defesa (como diria Du Bellay) da língua portuguesa: a de hoje é «chrome-key».
Tem dedo esta gente!
- Mont.

Paulo Araujo disse...

Confesso minha ignorância em certas particularidades genuínas da língua, que me fazem, por vezes, não entender certas proposições. Concordo que o texto é redundante e que o verbo em questão está fora de contexto. Mas não entendo (e gostaria de entender, para poder usá-la conscientemente) porque um verbo presente em todos os dicionários portugueses e brasileiros não seja aceitável.

Anónimo disse...

Nisso estou consigo, caro Paulo.

Anónimo disse...

Então era só isso mesmo: "desperança". A memória pregou-me uma peça.

Bic Laranja disse...

Eu acho estas palavras muito importunas. (Ou inoportunas?)
Cumpts.

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