«Ser um moço de corda»

Antes surdo

      «Aos moços de fretes também se chamava moço de esquina ou ainda moço de corda, aludindo com isso que estaria ligado por uma corda, qual títere fantoche, ao patrão. E é precisamente desta última asserção, enquanto alguém ligado por uma corda invisível ao patrão, que a expressão “ser um moço de corda” tira o seu actual significado de pau-mandado» (Mafalda Lopes da Costa, Lugares Comuns, Antena 1, 21.02.2011).
      O que fica transcrito é sensivelmente metade da crónica — e não é preciso ler duas vezes para perceber que podia estar quase tudo assinalado a vermelho. Desconcordâncias, má redacção, repetições, erro crassíssimo («asserção»!)... E também me sobra a suspeita de que a explicação para a expressão não é a referida. Não se deverá antes ao facto de antigamente os galegos estarem aí pelas esquinas da cidade com cordas ao ombro à espera de alguém os contratar para qualquer trabalho que requeresse força bruta?

[Post 4477]


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edit

1 comentário:

Anónimo disse...

Ou seja, ao primeiro aspecto, o texto parece sofrível; atenta-se melhor, não obedece à velha regra de sujeito, verbo e caso: mais um lugar muitíssimo comum para a boa da Sr.ª comentar na próxima vez, lá no seu programa.
— Montexto

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