«Medicamento órfão»

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      Paula Brito e Costa, da associação Raríssimas, no noticiário das 9 da manhã da Antena 1: «E depois não vão querer que a Paula Costa diga que os doentes estão a morrer. Estão a morrer! E, neste momento, dois doentes do São João estão muito prestes a morrer porque não têm acesso ao medicamento órfão.»
      Os jornalistas, tanto quanto ouvi, não explicaram o conceito, novo para mim, de «medicamento órfão». (Não são apenas alguns gestores hospitalares, como disse António Arnaut, que deveriam estar em fábricas de sabonetes...) Cheirou-me logo a bifecamone, como diria Montexto, mascarado de português. E é: vem de orphan drugs. São produtos médicos destinados à prevenção, diagnóstico ou tratamento de doenças raras muito graves ou que constituem um risco para a vida.

[Post 4487]

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5 comentários:

Anónimo disse...

O que me feriu ligeiramente o ouvido foi o «muito prestes». Só «prestes» não chegava?
RS

Helder Guégués disse...

Mas está correcto.

Bic Laranja disse...

Medicamentos órfãos. ora aqui está uma boa. Dantes o remédio seria "roda dos enjeitados com eles", mas agora o Estado Social pode institucionalizá-los como se faz a qualquer órfão menor que haja por aí. Adoptá-los é que já é mais difícil. Adopta-se o bifecamone que já não é Mao.
Cumpts.

Anónimo disse...

Quem tem aversão ao termo emprestado ao estrangeiro sempre pode sugerir outro melhor.

Anónimo disse...

Com académicos destes é que a lusofonia chegou ou há-de chegar, não já a uma encruzilhada, como se crismou a tal «conferência internacional», mas a um beco sem saída.
Lembre-se mais uma vez o dito de Rui Barbosa sobre a academia, entre outras instâncias, como corruptora da língua e do bom gosto.
— Montexto

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