Como se escreve nos jornais

Então, distraímo-nos?

      «Wlad Godzich, professor de Literatura na Universidade de Genève, falou, num livro intitulado “The Culture of Literacy”, daquilo a que chama “novo vocacionalismo”, isto é, uma conceção utilitária da universidade, que é transformada num sítio de produção visando preferencialmente o contexto económico, o que requer fornecer aos alunos uma “literacia operativa”, com a qual eles devem ficar dotados das ferramentas para se moverem com eficácia no seu estrito campo» («O presente e o futuro das humanidades», António Guerreiro, «Atual»/Expresso, 5.02.2011, p. 32).
      Caro António Guerreiro: creio que é Université de Genève que se diz. Ou será Universidade de Genebra?


[Post 4410]
Etiquetas
edit

1 comentário:

Anónimo disse...

Caem-lhes os parentes à lama se pronunciarem portuguesmente o berço de Jean-Jacques, já se me azou ensejo de o dizer em anterior comento. Esta não lhes passa de modo algum, é mais forte do que eles.
E cá está mais uma vez e sempre o Sr. Gerúndio, essa potência da prosa novíssima (ou nem tanto, pronto): «transformada num sítio de produção visando preferencialmente o contexto económico». Não se pode estar sem ele.
(Do «novo vocacionalismo» e da «literacia operativa» fornecida pela universidade aos alunos nem é bom falar: ultrapassa o previsível pelo discreto e homem de bem até nas suas horas de maior desregramento imaginativo, que por definição nunca são muitas. O próprio Nicolau de Cusa que, por mal dos seus pecados, agora escrevesse, havia de intitular o seu livro de «Douta Estupidez»...)
- Montexto

Arquivo do blogue