14.3.11
Se me provarem que
Já em 1969: «— Oh, o João fica contente logo que visiona qualquer coisa que lhe proporcione pássaros — comentou Maria da Luz a rir. — Ao pensar em Filipe, com a sua loucura por toda a espécie de bichos, e em João, com a sua paixão por pássaros, sinto-me contente por nós, raparigas, não termos paixões por qualquer outra coisa. Tia Lia, que belo plano o seu! Quando partimos?» (A Aventura no Barco, Enid Blyton. Tradução de Maria Helena Mendes. Lisboa: Editora Meridiano, Limitada, 1969, 14).
Já andou aí pelo ar este modismo de «visionar» em vez de «ver». Não, é claro, na acepção de entrever com dificuldade, pressentir, avaliar (também para esta temos sinónimos melhores), mas no sentido de examinar (um filme, diapositivo, etc.) num aparelho óptico. E o que diz o original? Isto, tão-somente: «‘Jack’s happy so long as he’s somewhere that will provide him with birds’, said Lucy-Ann with a laugh. ‘What with Philip whit his craze for all kinds of creatures, and Jack with his passion for birds, it’s a good thing we two girls haven’t got crazes for anything as well. Aunt Allie, it’s a wizard plan of yours. When do we go?’» (The Ship of Adventure, Enid Blyton. Macmillan Children’s Books, 2007, p. 9).
[Post 4564]
➤
4 comentários:
