5.3.11
Lisboa, MCMXLV
Com ambas as mãos me benzo! Então não é que numa obra de Vasco Botelho de Amaral que tenho aqui à minha frente abundam as «dições»?! Temos aqui um problema, Fernando Venâncio. Só um exemplo: «Os Franceses, por exemplo, também dizem, em correspondente dição — les diables se sont déchaînes. E à la diable lembre-se que quere dizer à doida, em desordem, à toa» (Meditações Críticas sobre a Língua Portuguesa, Vasco Botelho de Amaral. Lisboa: Edições Gama, 1945, p. 129). Vá, mais um exemplo, não vão pensar que foi lapso: «O protótipo do esquecimento do significado religioso está, a meu ver, nesta dição portuguesíssima, em que se aplica à palavra Deus (aliás, já desvanecida na interjeição que a contém) o grau diminutivo: adeusinho!» (ibidem, idem, p. 133).
[Post 4522]
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