13.5.09
Equívocos lamentáveis
O escritor brasileiro Luiz Carlos Amorim esteve uns dias em Portugal e, já no Brasil, de Florianópolis, escreveu ao Diário de Notícias uma carta cheia de equívocos. Um excerto: «O que me chamou [a] atenção foi a não adesão dos portugueses, ainda, ao Acordo Ortográfico. A começar pela fala cotidiana, passando pela televisão e até nos jornais» («Acordo Ortográfico: reforma contestada», Luiz Carlos Amorim, Diário de Notícias, 11.05.2009, p. 7). Como é que um escritor pode estar tão desinformado e dizer tais tontices? Bem, não sei, e lamentável é que um jornal dito de referência deixe os seus leitores desnorteados com textos assim.
Que mudanças na fala — isto é, no discurso oral — esperava o escritor vir aqui encontrar? Talvez que andássemos todos a articular pernóstica e metodicamente os cc e os pp — para os podermos conservar na escrita! Como Fernando Venâncio escreveu no Aspirina B: «Se vamos passar a escrever só (mas também sempre) os «c» e os «p» que pronunciarmos, há uma forma muito simples de conservá-los: é passarmos a pronunciá-los sempre.
Até hoje, nunca pronunciei «espeCtadores», ou «caraCterística», como ouço tanta gente fazer. Pareceu-me parvoíce. Ah, como eu estava enganado!» («óPtimo, não é?», 26.01.2009). Por outro lado, valha-me Deus!, o escritor não se deu conta de que o Acordo Ortográfico ainda não entrou em vigor em Portugal?
O escritor brasileiro Luiz Carlos Amorim esteve uns dias em Portugal e, já no Brasil, de Florianópolis, escreveu ao Diário de Notícias uma carta cheia de equívocos. Um excerto: «O que me chamou [a] atenção foi a não adesão dos portugueses, ainda, ao Acordo Ortográfico. A começar pela fala cotidiana, passando pela televisão e até nos jornais» («Acordo Ortográfico: reforma contestada», Luiz Carlos Amorim, Diário de Notícias, 11.05.2009, p. 7). Como é que um escritor pode estar tão desinformado e dizer tais tontices? Bem, não sei, e lamentável é que um jornal dito de referência deixe os seus leitores desnorteados com textos assim.
Que mudanças na fala — isto é, no discurso oral — esperava o escritor vir aqui encontrar? Talvez que andássemos todos a articular pernóstica e metodicamente os cc e os pp — para os podermos conservar na escrita! Como Fernando Venâncio escreveu no Aspirina B: «Se vamos passar a escrever só (mas também sempre) os «c» e os «p» que pronunciarmos, há uma forma muito simples de conservá-los: é passarmos a pronunciá-los sempre.
Até hoje, nunca pronunciei «espeCtadores», ou «caraCterística», como ouço tanta gente fazer. Pareceu-me parvoíce. Ah, como eu estava enganado!» («óPtimo, não é?», 26.01.2009). Por outro lado, valha-me Deus!, o escritor não se deu conta de que o Acordo Ortográfico ainda não entrou em vigor em Portugal?
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