«Bigle», «blogue»…
13.5.09
Dos cães e dos blogues
No centro da vida e obra de Charles Darwin, de quem se comemora este ano o bicentenário do nascimento, está o HMS Beagle (a que alguns alunos, já li, chamam caravela…). Ora nós temos a palavra «bigle». Na verdade, é um empréstimo linguístico do inglês beagle. Designa um galgo pequeno, utilizado na caça de coelhos e lebres. A adaptação fonética e gráfica seguida é comum a muitos outros empréstimos. É assim que a adaptação do neologismo e estrangeirismo blog é, muito naturalmente, blogue, como desde o primeiro momento preferi, usei e se vai impondo. Apraz-me ver que até um anglófilo como Miguel Esteves Cardoso usa o aportuguesamento «blogue»: «O que é desconcertante não é a devassa do sigilo bancário — se eles pudessem, transformavam todas as nossas contas em blogues que pudessem consultar quando quisessem —, mas a distinção entre indivíduos e empresas» («O bloco Vienneta», Miguel Esteves Cardoso, Público, 22.04.2009, p. 31). O aportuguesamento, não tenho dúvidas, é o caminho para integrarmos vocábulos estrangeiros, habitualmente neologismos, na língua portuguesa.
No centro da vida e obra de Charles Darwin, de quem se comemora este ano o bicentenário do nascimento, está o HMS Beagle (a que alguns alunos, já li, chamam caravela…). Ora nós temos a palavra «bigle». Na verdade, é um empréstimo linguístico do inglês beagle. Designa um galgo pequeno, utilizado na caça de coelhos e lebres. A adaptação fonética e gráfica seguida é comum a muitos outros empréstimos. É assim que a adaptação do neologismo e estrangeirismo blog é, muito naturalmente, blogue, como desde o primeiro momento preferi, usei e se vai impondo. Apraz-me ver que até um anglófilo como Miguel Esteves Cardoso usa o aportuguesamento «blogue»: «O que é desconcertante não é a devassa do sigilo bancário — se eles pudessem, transformavam todas as nossas contas em blogues que pudessem consultar quando quisessem —, mas a distinção entre indivíduos e empresas» («O bloco Vienneta», Miguel Esteves Cardoso, Público, 22.04.2009, p. 31). O aportuguesamento, não tenho dúvidas, é o caminho para integrarmos vocábulos estrangeiros, habitualmente neologismos, na língua portuguesa.
edit
1 comentário:
Totalmente de acordo. Os japoneses de há muito o fazem. Tendo criado há muitos séculos um silabário adaptado a palabras estrangeiras (o katakana) quando aparece uma nova palavra pura e simplesmente colocam o som -o no final... e passou a ser uma palavra japonesa. Assim "bypass" passou a (grafado em katakana) bipasso e outras soluções do mesmo teor. Debottlenecking (eliminação de constrangimentos) para os nossos confrades brasileiros é de há muito "desgargalamento". etc.
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