Outra forma irritante de traduzir. «What’s your best guess?» Canja: «Qual a sua melhor aposta?» Só uma pergunta: algum português fala desta maneira enviesada? Tenham mas é juízo.
Sim, no Fausto, Castilho fez como o tal chim que traduziu cerca de quatrocentas e tal obras ocidentais para o mais puro chinês, sem pescar de línguas europeias. Para o Fausto, estamos bem servidos com a versão de Agostinho de Ornellas, e ultimamente com a de João Barrento, em verso com metro e rima. E quem ler a de Castilho também não perderá o seu tempo; este cego ilustre abre-nos continuamente os olhos para os «mil e um mistérios» e maravilhas do português. Mas a sua versão das «Geórgicas» é obviamente do latim. Infelizmente, não há maneira de me chegar à mão... — Mont.
Não deve ser barato, não. No entanto, ao que julgo saber, alguns dos leitores deste espaço residem no Brasil. Penso que se poderá arranjar uma solução interessante para o problema.
Mas isto sou eu a falar. Deus me livre de querer meter a foice em seara alheia.
Obrigado, caro Eduardo, vou tomar nota. Precisávamos de uma colecção de clássicos a sério, qual a da Plêiade francesa (ou a da Folio), Gredos espanhola ou uma inglesa cujo nome agora não me ocorre. É uma das nossas maiores lacunas. — Mont.
Deve querer referir-se à «Penguin», caro Montexto.
Tem razão quanto à lacuna que aponta. Mas num país onde a leitura se fica pelas capas das gazetas desportivas e os números dos autocarros... e onde um grupo editorial condenou milhares de livros à reciclagem (leia-se «destruição»)... está tudo dito.
D. Fr. Manuel do Cenáculo ocupa o espaço de dez «Maria» ou duas «stilwelladas» da última safra. Assim não há Fnac que aguente...
10 comentários:
Não fala mais vai passar a falar, que julga?...
Cumpts.
"Qual é o seu palpite?" "Que lhe parece?" "Tem uma hipótese melhor?" - seriam boas traduções, não?
Bic: tenho quase a certeza que muitos tradutores leem este blogue. Prefiro que seja pedagógico a que seja catastrofista.
A sensatez de R. A. merece o prémio de ser referida.
Castilho, que escreveu uma versão portuguesa (dizia ele que «traduzira»...) do «Fausto» sem saber uma palavra de alemão.
Foi a época gloriosa das «belles infidèles» - monumentos de vernáculo, que, se estropiavam o fundo, brilhavam na forma.
Venha Mefistófeles e escolha.
Sim, no Fausto, Castilho fez como o tal chim que traduziu cerca de quatrocentas e tal obras ocidentais para o mais puro chinês, sem pescar de línguas europeias. Para o Fausto, estamos bem servidos com a versão de Agostinho de Ornellas, e ultimamente com a de João Barrento, em verso com metro e rima. E quem ler a de Castilho também não perderá o seu tempo; este cego ilustre abre-nos continuamente os olhos para os «mil e um mistérios» e maravilhas do português. Mas a sua versão das «Geórgicas» é obviamente do latim. Infelizmente, não há maneira de me chegar à mão...
— Mont.
Inclua-se na conta o preço do frete, que não deve ser nada barato do Brasil a Portugal.
Não deve ser barato, não. No entanto, ao que julgo saber, alguns dos leitores deste espaço residem no Brasil. Penso que se poderá arranjar uma solução interessante para o problema.
Mas isto sou eu a falar. Deus me livre de querer meter a foice em seara alheia.
Obrigado, caro Eduardo, vou tomar nota.
Precisávamos de uma colecção de clássicos a sério, qual a da Plêiade francesa (ou a da Folio), Gredos espanhola ou uma inglesa cujo nome agora não me ocorre. É uma das nossas maiores lacunas.
— Mont.
Obrigado, R.A. Vou dar uma olhadela.
— Montexto
Deve querer referir-se à «Penguin», caro Montexto.
Tem razão quanto à lacuna que aponta. Mas num país onde a leitura se fica pelas capas das gazetas desportivas e os números dos autocarros... e onde um grupo editorial condenou milhares de livros à reciclagem (leia-se «destruição»)... está tudo dito.
D. Fr. Manuel do Cenáculo ocupa o espaço de dez «Maria» ou duas «stilwelladas» da última safra. Assim não há Fnac que aguente...
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