21.3.11
Não o ser lendário
«Subitamente a sereia do barco apitou muito alto por duas vezes» (A Aventura no Barco, Enid Blyton. Tradução de Maria Helena Mendes. Lisboa: Editora Meridiano, Limitada, 1969, p. 20).
Eis outro termo que, nesta acepção, está a cair em desuso, se não caiu já. Sereia. Ora vejam o que se passa com o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Regista esta acepção, sim, mas de uma forma muito ínvia. Não será, decerto, a segunda acepção: «Física aparelho acústico usado para determinar a frequência de um som.» Passemos ao verbete de «sirene», a variante mais usada: «instrumento que produz um sinal sonoro de alarme ou de chamada», como primeira acepção, e «sereia», como segunda. Todavia, esta «sereia» só pode ser o tal aparelho acústico usado para determinar a frequência de um som. De «sirene» não há, como devia, nenhuma remissão para «sirena», mas fomos consultar o verbete desta variante. «Sirena» não tem definição, apenas uma remissão → sereia. Agora pergunto: quem tem a desfaçatez de afirmar que isto está bem feito?
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