2.2.11
Está pronunciado
Já aqui tínhamos visto os bombeiros a confirmarem o óbito de duas vítimas de um acidente. Hoje, temos algo semelhante: «Segundo a acusação, o pessoal de emergência médica pronunciou Carlos Castro como morto às 19.18 e, de acordo com o director do serviço de saúde da cidade, as causas da morte do jornalista foram lesões no pescoço e na cabeça, que resultaram em homicídio, apresentando ainda lesões graves na cara e na parte genital feitas por um saca-rolhas» («Renato Seabra entrou algemado e clamou inocência», Ricardo Durães, Diário de Notícias, 2.02.2011, p. 50). Já temos sorte não ter sido uma empregada de limpeza mexicana a «pronunciar» o óbito. E reparem como as lesões no pescoço e na cabeça resultaram não apenas na morte do «malogrado cronista», como também se lê no Diário de Notícias, mas no homicídio. Não é feito para qualquer homicida.
[Post 4384]
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