Uma amostra
Azul Mar, Cathy Cassidy (com tradução de Cristina Queiroz. Lisboa: Livraria Civilização Editora, 2009). A ficha técnica diz-nos que a revisão foi da responsabilidade dos Serviços Técnicos de Revisão da Livraria Civilização
Editora, o que pode significar várias coisas, uma das quais, a mais consentânea com as incongruências que a seguir aponto, entre muitas outras, que não teve revisão.
«—
Por que é que não podes? — quer ela saber.» (p. 20)
«—
Porque é que estás a ser tão misteriosa? — explode ela. — É suposto seres a minha melhor amiga, só que nunca me contas nada. Só te convidei porque parecias muito em baixo hoje. Queria animar-te.» (p. 21)
«—
Porque não?» (p. 22)
«
Por que não?» (p. 30)
«—
Por que é que a tua mãe deixou o Miguel? — quer saber a Joana. — Ele tem um caso? Ou ela?» (p. 57)
«— Olha, Mar, querida, eu
amo-vos a ti e à Luz. Amo a vossa mãe. Ela já fez valer o seu ponto de vista, porque é que não pode simplesmente voltar para casa agora?
Porque é que não te dou uma boleia para onde quer que vocês estejam e falo com ela?» (p. 63)
«
Por que é que a Mãe não me avisou que isto poderia acontecer?
Por que é que ela não me disse o que fazer?» (p. 64)
«— Professora,
por que é que não fazemos uma peça?
Por que é que não fazemos uma representação de
Oliver! para toda a escola ver?» (p. 76)
«— Mais ou menos. — A Mãe olha para dentro da sua chávena de café. — Ouve, Júlia, não é como tu pensas. Ele é um bom homem, na verdade.
Porque é que achas que eu fiquei com ele tanto tempo?» (p. 113)
«
Por que é que não podemos ter uma televisão, um computador, um telefone?» (p. 120)
«
Porque é que as pessoas acham sempre que aos onze anos já somos demasiado crescidos para magias?» (p. 137)
«— Mar, desculpa — diz ela. — A polícia entregou-me esta carta há bocado e quando eu a li… Por que é que não a puseste no correio, Mar, querida?» (p. 194).