3.6.09
Não vejo porquê
«O cabeça-de-lista do PS, Vital Moreira, considerou que além de ser “garante da estabilidade dos preços e de fornecimento de meios monetários ao sistema bancário, o BCE deve assumir também a função de supervisão macroprudencial do sistema financeiro europeu no seu conjunto”» («Maioria aceita rever poder do BCE», Diário de Notícias, 22.05.2009, p. 11). «Já Vital Moreira, o cabeça de lista do PS, optou por imprimir uma tónica de optimismo na sua campanha» («Cavaco Silva pede serenidade em campanha agitada entre PS e PSD», Nuno Simas, Maria José Santana, Maria Lopes, Margarida Gomes e Sofia Branco, Público, 26.05.2009, p. 8). Acho absolutamente irrelevante que as últimas edições do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora grafem este substantivo comum de dois com hífenes. O texto do Acordo Ortográfico de 1990, que ainda não está em vigor (o que, a avaliar pelo número de mensagens, sobretudo de estudantes, que recebo a perguntarem se já se pode aplicar, não é do domínio público), consigna uma regra que me parece preciosa: «Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)» (6.º Base XV). Nos últimos anos, os jornalistas têm-se agarrado aos hífens como náufragos a tábuas.
«O cabeça-de-lista do PS, Vital Moreira, considerou que além de ser “garante da estabilidade dos preços e de fornecimento de meios monetários ao sistema bancário, o BCE deve assumir também a função de supervisão macroprudencial do sistema financeiro europeu no seu conjunto”» («Maioria aceita rever poder do BCE», Diário de Notícias, 22.05.2009, p. 11). «Já Vital Moreira, o cabeça de lista do PS, optou por imprimir uma tónica de optimismo na sua campanha» («Cavaco Silva pede serenidade em campanha agitada entre PS e PSD», Nuno Simas, Maria José Santana, Maria Lopes, Margarida Gomes e Sofia Branco, Público, 26.05.2009, p. 8). Acho absolutamente irrelevante que as últimas edições do Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora grafem este substantivo comum de dois com hífenes. O texto do Acordo Ortográfico de 1990, que ainda não está em vigor (o que, a avaliar pelo número de mensagens, sobretudo de estudantes, que recebo a perguntarem se já se pode aplicar, não é do domínio público), consigna uma regra que me parece preciosa: «Nas locuções de qualquer tipo, sejam elas substantivas, adjetivas, pronominais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais, não se emprega em geral o hífen, salvo algumas exceções já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)» (6.º Base XV). Nos últimos anos, os jornalistas têm-se agarrado aos hífens como náufragos a tábuas.
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