28.11.06
Invenções
A provar que a língua portuguesa não sofre do imobilismo de que alguns, desatentos ou desmemoriados, a acusam, eis aí, desde há algum tempo, o verbo «portajar», a significar estabelecer portagem em via rodoviária. Ainda tem, mas é quase sempre assim, uso restrito entre os burocratas, os políticos e os jornalistas, mas não lhe falta nada para vingar. O único perigo que poderá ter de enfrentar é a oposição de alguém que, ao vê-la empregada no texto da lei e não dicionarizada, a queira escorraçar, incitando à desobediência dessa mesma lei. Já aconteceu.
A provar que a língua portuguesa não sofre do imobilismo de que alguns, desatentos ou desmemoriados, a acusam, eis aí, desde há algum tempo, o verbo «portajar», a significar estabelecer portagem em via rodoviária. Ainda tem, mas é quase sempre assim, uso restrito entre os burocratas, os políticos e os jornalistas, mas não lhe falta nada para vingar. O único perigo que poderá ter de enfrentar é a oposição de alguém que, ao vê-la empregada no texto da lei e não dicionarizada, a queira escorraçar, incitando à desobediência dessa mesma lei. Já aconteceu.
«Segundo o porta-voz do movimento, José Carlos Barbosa, o estudo está “claramente mal feito”, pelo que, se o Governo não recuar na decisão de portajar a ligação entre Viana do Castelo e Porto pela A-28, as populações serão mobilizadas para «mostrar na rua a sua revolta e descontentamento» (Diário Digital, 22.11.2006).
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