10.8.06
Imagem: http://www.loderama.com.ar/A sério?
A gramática estrutura, como se sabe, as frases, mas não se substitui a uma lógica externa. O Independente foi ouvir Josefina Castro, directora-adjunta da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Depois de citar a directora-adjunta — «Não vamos formar polícias» —, escreve o jornalista João Francisco: «Combater os efeitos fantasiosos de séries televisivas como “CSI” ou outras é um dos propósitos daquela escola e da própria licenciatura» («Porto forma especialistas em Criminologia», O Independente, 4.08.2006, p. 12). Imagino a devastação moral provocada pela série CSI por esse país fora, o desperdício de fantasia. Pois eu vejo as coisas ao contrário: por causa de séries televisivas como CSI, da sua fantasia, se quiserem, os candidatos ultrapassaram em muito as vagas para este curso. Desmentir que na realidade o processo de investigação seja como se vê na série não deve erigir-se em missão da escola. Disparate. Aliás, a fantasia é mesmo a única coisa boa para quem daqui a quatro anos tiver a licenciatura em Criminologia e for trabalhar com crianças e jovens meigos como aqueles que assassinaram Gisberta.
A gramática estrutura, como se sabe, as frases, mas não se substitui a uma lógica externa. O Independente foi ouvir Josefina Castro, directora-adjunta da Escola de Criminologia da Faculdade de Direito da Universidade do Porto. Depois de citar a directora-adjunta — «Não vamos formar polícias» —, escreve o jornalista João Francisco: «Combater os efeitos fantasiosos de séries televisivas como “CSI” ou outras é um dos propósitos daquela escola e da própria licenciatura» («Porto forma especialistas em Criminologia», O Independente, 4.08.2006, p. 12). Imagino a devastação moral provocada pela série CSI por esse país fora, o desperdício de fantasia. Pois eu vejo as coisas ao contrário: por causa de séries televisivas como CSI, da sua fantasia, se quiserem, os candidatos ultrapassaram em muito as vagas para este curso. Desmentir que na realidade o processo de investigação seja como se vê na série não deve erigir-se em missão da escola. Disparate. Aliás, a fantasia é mesmo a única coisa boa para quem daqui a quatro anos tiver a licenciatura em Criminologia e for trabalhar com crianças e jovens meigos como aqueles que assassinaram Gisberta.
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