Neologismos
4.9.10
Esforço vão?
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Neologismo
Sobretudo em certo tipo de textos, mais técnicos, a necessidade de neologismos é constante. Será mesmo necessidade? Lembram-se do caso daquela orientadora que exigia que dois vocábulos, igualação e igualização, estivessem dicionarizados (não que fossem usados habitualmente, reparem), sob pena de não os admitir na dissertação? Lembrei-me dela agora que estou aqui a ler que, depois de feito, um questionário é «anonimizado». O que pressupõe um verbo que, na realidade, não existe: anonimizar. Existe, isso sim, anonimar, cujo particípio é anonimado. Contudo, a terminação –izar, com carácter causativo, está correcta. Umas linhas à frente, afirma-se que «o procedimento seguido permitia assegurar não apenas a confidencialidade das respostas mas também a anonimização dos questionários». Bem, na formação de substantivos derivados de verbos (anonimizar), o pospositivo é muito usado e também está correcto, mas de tudo se colige o uso ad hoc. Há formas, mesmo que perifrásticas, de dizer o mesmo sem recorrer a neologismos, que podem sempre causar estranheza e resistências.
[Post 3843]
edit
1 comentário:
Apesar de ter sido eu a fazer a pergunta, atrevo-me a dizer que não estou certo da bondade da resposta de Montexto. Afinal todas a palavras são neologismos no sentido em que foram, um dia, criadas... A questão (já não a pergunta) será: quando é que uma palavra nova, num idioma, deixa de ser tachada de neologismo?
Se não nos basearmos nos "dicionários, vocabulários e quejandos", baseamo-nos em quê? No Montexto? Pelo que vou vendo, prefiro as fundadas opiniões de Helder Guegués.
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