«Aura/áurea/auréola»
18.6.11
Imparável
Avisada embora, Mafalda Lopes da Costa prossegue o seu inexacto labor linguístico: «Mas inicialmente os ídolos não tinham sequer a áurea de carne e osso que têm hoje» (Lugares Comuns, Mafalda Lopes da Costa, 17.06.2011).
Anda, nos últimos tempos, tudo muito confundido: «aura», «áurea», «auréola». A atmosfera que rodeia ou parece rodear alguém ou alguma coisa tem o nome de aura. Corrigida neste sentido, porém, nem assim a frase de Mafalda Lopes da Costa me parece fazer sentido.
«Estacou diante da grande Bíblia de bordas douradas e seixas de couro pendentes como chapelões, fechada em seu suporte de madeira lavrada e irradiando de repente uma aura mágica» (O Sorriso do Lagarto, João Ubaldo Ribeiro. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 1991, p. 47).
[Texto 173]
edit
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