Revisão
8.10.10
Solércia me parece
Serigaita. Sirigaita. Bem, começa-se por nem sequer se saber ao certo qual o étimo de serigaita. «Talvez do asturiano xirigata “vozerio, algazarra”», avança, corajoso, o Dicionário Houaiss. «De origem obscura», assegura o Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. Depois, parece-me muito mais natural, mais fácil, a prolação de «serigaita», pela dissimilação introduzida. Agruras de autor? Nada disso: colegas atrevidos.
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A propósito de prolação, conhecem o Prontuário Sonoro da RTP? Ei-lo aqui. Não têm de quê.
[Post 3951]
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4 comentários:
Obrigado.
Eu não pronuncio periúdo, nem mediúcre.
Sou uma alma lavada, benditos céus.
Estou com o Fernando Venâncio.
Sim, «dióspiro», do grego «dióspyros» (fogo divino - e fruto verdadeiramente divinal), voz proparoxítona ou esdrúxula, por acentuada na antepenúltima sílaba: era assim que se ensinava.
Mas um dicionário de 2001 veio assentar que é «dióspiro» ou «diospiro», indiferentemente. Vem da Academia das Ciências de Lisboa, e esta não é o menor dos seus achados.
Como se atesta mais uma vez, e lembrando Nélson Rodrigues, toda cacografia será ... justificada!
Acompanhemos porém o bom Francisco Alves da Costa («Barbarismos da Linguagem», no «Jornal dos Olivais»): «Diga-se e escreva-se, portanto, dióspiro, e não diospiro, pois esta prolação, embora frequente na linguagem do nosso povo, e agora inconcebivelmente sancionada pelos redactores do "Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea", considera-se um erro de palmatória.» Ora pois, estenda lá a douta Academia a mãozinha.
- Montexto
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