Uma mensagem
«Os primeiros confrontos começaram horas antes, pouco depois do meio-dia, quando centenas de apoiantes de Mubarak, mobilizados por sms, começaram a invadir as periferias da praça. Muitos empunhavam fotografias do Presidente, alguns agitavam a bandeira egípcia, mas todos tinham um só objectivo: tentar chegar à praça pelo acesso junto ao Museu Egípcio, onde o exército mantém vários tanques de guerra com uma guarnição mínima de militares» («Ódio entre rivais semeia o caos», Alfredo Leite, Diário de Notícias, 3.02.2011, p. 4).
Os jornais estão a deixar de grafar as siglas em maiúsculas, como é de regra: SMS.
É este um tempo de siglas, de acrónimos, de estrangeirismos — mas, pelo menos, que se escrevam correctamente. Lembremos o que escreveu Agostinho de Campos: «Anglo-saxões passam por muito práticos, Franceses por muito espertos; e certos portuguesinhos valentes têm um fraco fortíssimo por esta supergente diante dela e desatam a copiar com veneração e humildade quanto ela faz e diz, principalmente o que diz, que é o mais fácil de imitar, como bem se vê pela observação da fala de criancinhas e papagaios» («Doenças da língua: a simplificação complicada», in Língua e Má Língua. Lisboa: Livraria Bertrand, 1944, pp. 293-94).
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