7.12.10
Tudo inglês, por favor
Houve no passado fim-de-semana uma iniciativa comercial em Lisboa chamada Stockmarket, realizada na antiga FIL, onde se juntaram 120 marcas com descontos até 80 %. Tinha de ter, já estão a ver, nome inglês, ou não atrairia clientes modernos, cosmopolitas. A jornalista Maria João Caetano escreveu um artigo («Contornar a crise e comprar as prendas de Natal no Stockmarket», 3.12.2010, p. 48) no Diário de Notícias sobre o acontecimento. Começa por nos dizer que o espaço ia ter uma área de lounge. E mais, o mercado (prosaicamente, é isto, meus senhores) seria, «segundo os especialistas», «uma shopping party (festa de compras)». A ideia era escoar os stocks, pois claro. Além dos stands, escrevia a jornalista, podiam os papás estar descansados: havia um playground. Ficámos também a saber que a responsável queria «uma espécie de roadshow, para levar as pechinchas a todo o País».
Isto é uma traição ao idioma pátrio. Não sei como é que um jornalista consegue escrever assim.
[Post 4169]
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