Tradução

Tiro e queda

      No âmbito da ciência, todos conhecemos a lei da causa e efeito. Para os budistas, também há, para além desta, outra lei da causa e efeito: o renascimento em formas superiores ou inferiores é determinado pelas boas ou más acções, ou carma, que se foi produzindo durante as vidas anteriores. Já os tradutores se vêem em dificuldades para verter uma frase tão simples como a que se segue: «Pour un peu, se rappelant la loi bouddhique de cause à effet, il est prêt à croire que Lan-ying a contribué à racheter Shun-zi pour cette raison aussi, celle d’assurer une période de transition, afin de lui épargner un trop brusque sentiment de délaissement.» As dúvidas do tradutor transbordaram para as margens acolhedoras do original. Por fim, traduziu: «Pouco lhe falta para, lembrando-se da lei budista de causa a efeito, acreditar que Lan-ying contribuiu para a compra de Shun-zi a pensar também naquela possibilidade de lhe proporcionar a ele, Dao-sheng, um período de transição que o poupasse a um sentimento demasiado brusco de abandono.» Ah, sim, a frase precisava de outras roupagens, e o adjectivo «búdico», tão pouco usado, ter-me-ia agradado aqui muito.

Futebolês

Campo do esférico

Apesar de julgarmos sempre viver no pior mundo possível no que diz respeito à língua, a verdade é que, no que se refere ao futebolês, por vezes tão ridículo, já se sofreram outras modas, como a de chamar «esferódromo» ao campo de futebol. Leiamos Vasco Botelho de Amaral: «Então peço licença para contar o seguinte:
O campo de futebol é um campo, está claro. Mas, às vezes, chama-se-lhe para aí com palavra inglesa — “ground”.
Outras vezes ainda, escreve-se, e não me parece mal: rectângulo.
Pois, não contentes com isto, os desportistas descobriram outra palavra toda grega: esferódromo. Como já havia aeródromo, hipódromo, velódromo, agora, para o jogo da bola, há o esferódromo. Acho a palavra engraçada, e não na tenho por mal formada, analogicamente, posto que me pareça um tanto supérflua.
Ora, se já tínhamos campo e rectângulo, ninguém, no entanto, protestou contra a inovação do esferódromo» (Subtilezas, Máculas e Dificuldades da Língua Portuguesa, edição da Revista de Portugal, Lisboa, 1946, p. 119).

Glossário dos castelos

Glossário dos castelos e acampamentos



Adarve m. Caminho no alto do muro das fortalezas, atrás das ameias. O m. q. caminho de ronda.│Muro ou muralha da fortaleza.
Ager m. Trincheira ou baluarte de terra nos acampamentos romanos.
Alcáçova f. Castelo ou fortaleza.
Alambor m. Plano inclinado ou talude na zona baixa dos muros, cubos ou torres de uma fortificação, que serve para aumentar a superfície de apoio da obra e manter à distância as máquinas de assalto, provocando o ricochete dos projécteis defensivos e reduzindo os ângulos mortos.
Almedina f. A parte de uma cidade construída em sítio alto e defendido.
Almenara f. Facho ou farol que outrora se acendia nas torres para dar sinal ao longe: a torre em que se acendia o facho.
Alquiez m. Risco gravado na parede, à entrada dos castelos ou residências senhoriais, para servir de medida linear destinada a servir de padrão nesse domínio ou senhorio.
Ameia f. Cada uma das aberturas, feitas de distância em distância, no alto de muro, torre ou obra fortificada.
Antefosso m. Cava aberta em redor da esplanada.
Atalaia f. Torre donde se observa e vigia ao longe o mar ou a terra.
Balhesteira f. Pequeno vão, das torres medievais, para se lançarem por ele bestas, quaisquer projécteis.
Baluarte m. Corpo de terra, sustentado por muralhas.
Barbacã f. Muro que se construía diante das muralhas e mais baixo do que elas e que servia para defender o fosso.
Bastião m. Obra de terra, revestida de muro e disposta em ponta nos ângulos salientes de uma praça de guerra.
Bombardeira f. Postigo por onde se metia a boca da bombarda.
Bonete m. Obra avançada de fortificação de duas faces, formando ângulo saliente, adiante do antefosso.
Caminho de ronda loc. O m. q. adarve.
Canhoeira f. O m. q. canhoneira.
Canhoneira f. Aberta do muro, do parapeito ou dos flancos do navio, para se assentarem os canhões e pela qual eles atiram.
Cárcova f. Ant. Porta falsa das praças fortificadas ou entrada encoberta.
Castelejo m. Na fortificação antiga era a parte mais alta do castelo, para se descortinar o terreno.
Cidadela f. Fortaleza que domina e defende uma cidade ou povoação.
Contraforte m. Reforço de muralha, reparo e terrapleno.
Contravalação f. Fosso com parapeito, para impedir as surtidas dos sitiados.
Cubelo m. Torreão das fortificações antigas em forma de cubo e que foi substituído pelo baluarte.
Falsa-braga f. Ant. Antemuro baixo construído como defesa da muralha principal e que correspondia à barbacã.
Fosso m. Escavação aberta à frente de fortificações e entrincheiramentos, em geral envolvendo-os para fornecer terras para o parapeito e constituir obstáculo à penetração do assaltante inimigo.
Hurdício m. Ant. Grade de madeira com que se protegiam as muralhas para não serem muito danificadas pelos projécteis.
Mata-cães m. pl. Espécie de galeria saliente nos velhos castelos e sobre as antigas portas das cidades, com aberturas, pelas quais se arremessavam pedras ou outros projécteis para evitar a aproximação do inimigo.
Meia-gola f. Linha tirada do ângulo da cortina ao centro do baluarte.
Merlão m. Parte saliente de um parapeito que separa duas ameias.
Poterna f. Porta falsa ou galeria subterrânea, para sair secretamente de uma praça fortificada.
Redente m. Obra de fortificação, aberta na gola, formada por duas faces que se cortam, formando um ângulo saliente.
Revelim m. Construção externa e saliente, de forma angular, para defesa de ponte, cortina, etc.
Seteira f. Pequena abertura nas muralhas, pela qual se atiravam setas contra os inimigos ou sitiantes.
Tenalha f. Pequena obra de fortificação, com duas faces e um ângulo reentrante para o lado do campo.│Tenalha dobre, a tenalha que tem quatro faces, formando três ângulos salientes e dois reentrantes, e flanqueando-se cada duas reciprocamente. O m. q. tenalha flanqueada.
Tenalhão m. Obra de fortificação que assenta algumas vezes em cada uma das faces de uma meia-lua.
Torreão m. Torre de maiores dimensões, integrada ou destacada, mas ligada à cerca ou anexa a um castelo, erguida a um e outro lado de uma porta ou no interior do recinto fortificado.
Troneira f. Intervalo dos merlões por onde se enfia a boca do canhão ou bombarda; bombardeira. O m. q. boca-de-fogo.



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«Bracelete»: feminino ou masculino?

Já aconteceu

      Já chegámos ao ponto de se rejeitar, por erróneo, o género masculino do vocábulo «bracelete». E são mesmo os editores, melífluos, a dizerem-me: «Veja lá, “bracelete” é feminino.» «Bracelete» é, e sempre foi, do género masculino, em português e em francês, língua de que procede (le bracelet). A explicação possível, já adiantada por certos estudiosos, é a influência do sinónimo «pulseira», do género feminino, e mesmo de outras palavras terminadas em -ete, a começar por nomes próprios, como Odete, Gorete, Ivete, Elisabete, Rosete, etc., e por nomes comuns, também do género feminino, tais como bandelete, cassete, disquete, retrete, etc. Curiosamente, todos (?) os vocábulos femininos terminados em -ete têm a penúltima sílaba aberta, ao contrário dos vocábulos com a mesma terminação mas do género masculino, que são a maioria. Com excepção de «bracelete».




Aço: «corten», «cor-ten» ou «cortene»?

Imagem: http://www.georgetown.edu/
Cortem!

      Agora os arquitectos e os escultores andam entusiasmadíssimos com o aço — «cortene», «corten», «cor-ten»? Um leitor ouviu a palavra e quer saber do que se trata e como se escreve. Bem, trata-se na verdade de uma marca, COR-TEN®. Com o uso tão comum deste material actualmente, ocorreu, como acontece com tantos outros nomes próprios, um fenómeno de derivação imprópria, pelo que alguns passaram a escrever «corten», outros «cortene» e outros ainda «cor-ten». Esta última forma, hifenizada, não me parece fazer qualquer sentido, pelo que é de rejeitar. À primeira, «corten», falta-lhe um acento agudo na primeira sílaba, pois é (seria) palavra paroxítona terminada em n, à semelhança de «cânon», «gérmen», «íman», «líquen», «regímen», «sémen», etc. Num boletim informativo da Fundação Calouste Gulbenkian, lê-se a palavra em itálico, corten, o que é desnecessário.
      O aço cortene contém um alto teor de cobre, cromo e níquel, que lhe proporciona a característica cor avermelhada, como se estivesse enferrujado, mas na realidade funcionando como camada protectora contra a corrosão.

Actualização em 17.10.2010

      «O arquitecto, que partilha com José Martinez o Atelier Central, quis ainda assumir os efeitos da exposição dos materiais ao longo do tempo e às intempéries: o aço córten das portadas do exterior muda de cor e textura ao longo do tempo, no betão aparente já existem marcas do efeito da erosão, e na cobertura de zinco fortemente inclinada será sempre visível a água das chuvas a escorrer» («Falemos de casas», Cláudia Melo, Diário de Notícias, 17.10.2010, p. 66).


Verbo «imergir»

Veja bem

      Tal como um lojista não sabe se o facalhão que está a vender é para o cliente trinchar perus se para espostejar a mulher, também Helena Figueira, consultora das Dúvidas Linguísticas do jornal Público, não sabia que uma consulente pretendia saber se o verbo imergir é regular ou defectivo para, possivelmente, participar no Campeonato Nacional da Língua Portuguesa. Contudo, sabendo ou não, nunca poderia ter afirmado que, entre as obras que dão o verbo imergir como regular está a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra. Porque não está. Na página 445 (estou a citar a 3.ª edição, de 1986, que espero que não seja muito diferente da edição de 1998, citada pela consultora) da referida gramática o que se pode ler é: «Pelo modelo de banir [apresentado como defectivo] conjugam-se, entre outros, os seguintes verbos: abolir, aturdir, brandir, brunir, carpir, colorir, demolir, emergir, exaurir, fremir, fulgir, haurir, imergir, jungir, retorquir, ungir».

Apostila ao Ciberdúvidas: «corete»

E depois?

       Um consulente do Ciberdúvidas, presidente de uma comissão técnica de normalização, quis saber se podia usar a palavra «corete» na redacção de uma norma portuguesa (NP) que está a elaborar. F. V. P. da Fonseca respondeu que não encontrou registado «courete» nem «corete» (também escreveu que o francês courette é um diminuitivo de cour, mas isso agora não interessa). Isso de o não ter encontrado tem muito que se lhe diga. Os dicionários, como sabemos, não são sacrossantos. O vocábulo «corete» é usado correntemente e está registado em glossários, como o Glossário de Telecomunicações da Anacom. Neste, até se lhe dá como sinónimo a locução «chaminé de cabos». Ora, não apenas «chaminé» também nos veio do francês, como uma locução perde sempre em relação a um só termo. Caro Gregório Laranjo, escreva «corete» à vontade, é termo consagradíssimo no âmbito da construção civil.

Corete f. (do francês courette, pequeno pátio sombrio encaixado entre as divisões de uma habitação). Construção civil. Oco de construção, espaço existente na estrutura ou nos elementos da construção de um edifício e acessível apenas em certas zonas, destinado a tubagens, ligações eléctricas e de telecomunicações, canalizações e saída e entrada de fumos, etc. O conceito liga-se, sem se confundir, com o de coluna montante, pois esta é o conjunto de tubos e caixas interligados, a toda a altura do edifício, e fazendo parte da rede colectiva de tubagens.

Glossário: terra, terreno

Alcantil m. Rocha escabrosa em margem a pique.׀ Culminância. Sítio íngreme.
Almarge m. Prado natural; pastagem.│Campo inculto.│O m. q. almargeal.
Andamo m. Passagem, atravessadouro de quintas, casais, etc., atalho, carreiro.
Aramio m. Porção de terra que se lavra num dia.
Arneiro m. Terra delgada e muito areenta.│Terra estéril.
Arregateiras f. pl. Montículos de terra húmida feitos por animais como as toupeiras.
Arregoão m. Montículo de terra.
Balça f. Terra inculta.
Baldio m. Terreno inculto, desaproveitado, que serve de pastos comuns e logradouro do lugar.
Barrada f. Terra de semear nas encostas, fora das vargens.
Barreada f. Faixa de terreno, quase ao cimo de uma encosta suave.
Belga f. Pedaço de terra cultivado, separado de outras secções do mesmo prédio rústico por valados, regos, batoréus, etc.
Boçoroca f. Fenda profunda, rasgada no solo pelas enxurradas.│Escavação profunda em terra arenosa.
Bôlhara f. Derrocada de terras e pedras de uma encosta.
Brejo m. Terra que só dá urzes; matagal.│Terreno alagadiço ou pantanoso; paul.
Brejoeiro m. Tracto alongado e estreito nos terrenos pouco ondulados, condicionado pelo relevo.
Brenha f. Terra quebrada entre penhas, selvosa, povoada de silvados: mata, bosque, selva emaranhada e espessa; matagal.
Brenseda f. Terreno cheio de brenhas e paludes.
Cabedulho m. Extremidade, termo de uma ladeira.
Caluno m. Mancha de terreno fértil, encravada num todo que é pobre.
Camalhão m. Porção de terra entre dois regos, na horta ou jardim.
Camarção m. Terra areenta, quase estéril, onde há todavia pinheiro, medronheiros e mato rasteiro.
Carva f. Barranco em caminho ou estrada.
Cerrado m. Horto, jardim ou quintal murado.│Chouso, souto, devesa para plantas aromáticas, flores, hortaliças, talvez para pasto de reserva.
Cerrito m. Pequeno cerro.│Elevação de terreno maior que a cochilha.
Cerro m. Colina, outeiro.│Pequeno monte penhascoso.
Chada f. Zona baixa de solos profundos, livre de pedras e facilmente arável usando os métodos tradicionais.
Chalorda f. Pequena terra cultivada; horta, leira.
Chana f. Planura, planície.
Chapada f. Planura, chã no meio da encosta de um monte.│Superfície plana.│Planície no alto da montanha; planalto.│Planície de vegetação rara, sem arvoredo.│Clareira.
Chouseira f. Baldio tapado.
Chousseira f. O m. q. tapada.
Chouso m. Fazendola, quintarola, rodeada de muro; pequena tapada.
Clivo m. Encosta de monte.│Outeiro.│Ladeira.│Pendor.
Clusa f. Vale transversal.
Cole m. Outeiro.
Colhado m. Colina, outeiro, monte algum tanto elevado.
Combrão m. Combro grande.│Pequena elevação longitudinal que separa propriedades rústicas.
Combro m. O m. q. cômoro.
Cômoro m. Pequena elevação isolada de terreno; montículo, outeiro.│Escalco, botaréu.
Convale m. Planície entre colinas.
Corca f. Depressão natural de terreno, muito funda, formada pelas águas pluviais ou pelo trânsito de carros.
Cortadouro m. Depressão de terreno entre montes.
Coteiro m. Montículo de terra ou de areia.
Courela f. Nesga de terra cultivável comprida e estreita; hastim.
Coutada f. Mata ou terra, cerca, terras demarcadas e defesas, onde se criava caça e onde era defeso pescar, caçar.
Coutelho m. Pomar cercado e murado.
Covada f. Depressão no terreno.│Pequena planície entre montes.│Regueira, valeiro.
Covão m. Nome dado na serra da Estrela aos pequenos vales.
Croa f. Crosta de terreno que não foi mexida recentemente por enxada ou arado.
Desfiladeiro m. Passagem estreita entre montanhas; garganta geográfica.
Desladeiro m. Direcção transversal ou oblíqua na encosta.│Subir ao desladeiro, subir ladeando a encosta.
Emarjar v. tr. Demarcar com regos as margens ou leiras de (campo lavrado).
Eminada f. Terra que levava uma émina de semeadura. A émina era uma medida de capacidade para os sólidos, igual à quarta e meia que se usava em Lisboa.
Espinhaço m. Lombada dos montes.
Fajã f. Açor. Extensão pequena de terreno plano, susceptível de cultura, junto a uma rocha, geralmente à beira-mar, formada, em regra, por materiais desprendidos da quebrada ou acumulados na foz de uma ribeira e assentes quase sempre num banco de lava muito resistente.
Falda f. Sopé, abas, pendor de uma serra, monte, etc.
Fraga f. Rocha escarpada; penhasco, rochedo.
Fundão m. Lugar situado ao fundo de um monte.│Lugar em nível muito baixo no terreno.
Fundego m. Ribanceira.│Campo ao fundo de uma ribanceira.
Galaio m. Outeirinho; espinhaço de um monte.
Garganta f. Colo de montanhas e vales, em regra pouco comprido, em que o perfil transversal estreita em relação à média geral.
Girão m. Faixa, courela de terra.
Grotão m. Depressão funda entre montanhas de lombadas muito alcantiladas.
Hastim m. Prov. Courela; faixa; tira de terreno mais comprida do que larga.
Ladeira f. Inclinação mais ou menos acentuada de terreno; encosta; rampa.
Lúbrigo m. Terreno, lugar escorregadio.
Malhadil m. Prov. alent. Espaço cultivado em meio de charneca.
Malhadio m. Prov. alent. Planalto em que se estacionam gados.
Mama f. Ant. Elevação de terreno.
Mamelão m. Elevação no terreno; montículo.
Mamoinha f. Prov. Pequeno outeiro ou pequena mamoca.
Mamoa f. Outeiro de aspecto análogo ao de um seio de mulher.
Mamua f. Outeiro.
Mamunha f. Montículo de terra, que cobre sepulturas pré-históricas.
Matagal m. Bosque espesso; floresta; brenha.│Terreno cheio de ervas daninhas.
Médão m. Monte, montão de areia; o m. q. medo.
Menoça f. Prov. trasm. Socalco de vinha, geio, arreto.
Montezinho m. Monte pequeno, montículo, outeiro.
Montículo m. Monte pequeno; montezinho; montareco, cômoro, combro, outeiro.
Natio m. Terra onde, sem cultura, crescem plantas.
Nava f. Des. Planura, planície cercada de montanhas.
Nesga f. Espaço pequeno de terreno entre extensões mais dilatadas.
Olga f. Courela, leira.│Planície entre outeiros; baixa de terreno fértil.
Penela f. Pequena elevação, outeiro.
Penha f. Rocha, penhasco fraga.
Penhasco m. Penha elevada.│Rocha extensa.
Portela f. Passagem estreita entre montes; desfiladeiro.
Ravessa f. Prov. alent. Montículo que pode abrigar contra o vento.
Rechã f. Planalto, chapada, planura.
Recorte m. Acidente no contorno das costas marítimas.
Regola f. Corte que se faz num terreno, para se marcarem os limites laterais de uma estrada ou os limites de uma construção qualquer.
Regota f. Prov. trasm. Ligeira depressão nos montes.
Reprego m. Dobra do terreno.
Revência f. Vale situado abaixo da barragem dos açudes e refrescado pela infiltração da água dos mesmos açudes.
Ruz m. Geol. Vale cavado nas montanhas em anticlinal.
Sáfara f. Terreno sáfaro.│Penha, penhasco, deserto.
Safra f. Terra que não produz ou produz pouco; o m. q. sáfara.
Selada f. Depressão na lombada de um monte; cavidade oblonga numa montanha.
Serro m. Espinhaço; aresta de monte.
Setial m. Cômoro ou elevação de terra em que alguém se pode sentar como se fosse um banco.
Sochão m. Abrigo escavado em ladeira de monte; cava.
Solão m. Terreno arenoso ou barrento.
Submorro m. Elevação pequena que serve de contraforte a um morro ou a um mouroiço.
Subpico m. Forma montuosa que se aproxima do pico; socume.
Subserra f. Contraforte de uma montanha ou serra.
Talar v. Abrir sulcos na terra (especialmente para o desalagar).│Fazer escoadouro em campo.
Talhado m. Aba pedregosa de serra.
Talude m. Inclinação na superfície lateral de um terreno, de um muro ou de qualquer obra; rampa; escarpa.
Talvegue m. (do alemão talweg). Linha, mais ou menos sinuosa, no fundo de um vale, pela qual se dirigem águas correntes.│Linha de intersecção dos planos de duas encostas.
Tapada f. Mata cercada por muro dentro da qual se cria caça.│Terreno murado.
Tronio m. Massa principal de montanha ou cordilheira, dominando as suas ramificações.
Uádi m. (do árabe ﻭﺍﺩﻱ). Rio de alimentação esporádica, nos desertos.
Valeirão m. Terreno deprimido, fracamente arborizado.
Valeiro m. O m. q. regueiro ou valeta.│Prov. Vale pequeno; terreno deprimido e arborizado.
Valejo m. Vale pequeno.


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