Lisboetês vulgar
«Trauliteiros. Era a designação dada aos acompanhantes de Paiva Couceiro durante as incursões monárquicas no Norte no início da I República. De tal forma que ao período político entre 19 de Janeiro e 13 de Fevereiro de 1919, presidido precisamente por Paiva Couceiro, e com sede no Porto, a chamada Monarquia do Norte, foi também apelidada de Traulitânia» (Mafalda Lopes da Costa, Lugares Comuns, Antena 1, 3.03.2011).
E como pronunciou o numeral 13? Ora, /treuze/, pois claro, com ditongação do e. E quem fala assim muitas vezes também diz /númaro/. Apre.
«Razão tinha o Afonso Lopes Vieira. Lisboa corrompe a linguagem. Mas, se há duas Lisboas, a culta e a ignara, deve-se a esta última a corrupção, nódoa que alastra pelo País fora, porque nós, os provincianos, só conhecemos a Lisboa inculta» (A Língua Portuguesa, João de Araújo Correia. Lisboa: Editorial Verbo, p. 101).
[Post 4514]