Como se fala por aí

Sonhos inarticulados

      Catarina Furtado foi fazer uma reportagem à Ilha de Moçambique. Ouçam-na: «“Desta vez vamos para um sítio que eu sempre sonhei ir e tenho como imagem a grande reportagem que o meu pai fez para a RTP, há muitos anos, era eu uma miúda. Lembro-me de que me fascinou imenso. É daquelas curiosidades que ficam”, contou» («Em Nampula a cumprir um sonho de criança», A. F. S., Diário de Notícias, 16.09.2011, p. 51).
      Só não sabemos se Catarina Furtado se exprimiu assim ou se é tudo da lavra do jornalista. Claro que isso é o menos importante — por muito que alguns, habitualmente os visados ou anónimos sem procuração, pretendam ver o contrário —, pois não uso de argumentos ad hominem (nem ad feminam). Temos é de meter na cabeça que é errado e que fica mal na boca de uma comunicadora ou na pena de um jornalista.
[Texto 483]

Entre 20 e 40 mil

Duas grandes verdades

      Jornalista Nuno Felício, no noticiário das 2 da tarde de hoje na Antena 1: «Numa visita a Gouveia, esta manhã, o ministro [Nuno Crato] reconheceu que entre 20 a 40 mil professores não vão ser avaliados, e adiantou ainda que, mais do que computadores ou quadros interactivos, o que faz falta nas escolas é empenho.»
      «É a base; é a basezinha!», disse o abade sobre o latim, o latinzinho, mas saber português ainda faz mais falta.
[Texto 398]

Concordância

Aprender com os melhores

      «Esta gafanhotice literária só é possível com e-livros, seja qual for o e-leitor. Com uma pilha de livros, mesmo sendo-se afoito, dá um certo trabalho mudar de comboio. Então numa esplanada. Não: as voltas do Kindle sou eu quem as dou» («O vira dos livros», Miguel Esteves Cardoso, Público, 13.08.2011, p. 39).
      Fosse a frase analisada por Mimi Costa, que provavelmente não liga a gralhas, no Algodres Online e a sentença seria breve: «[...] o pronome relativo “quem” (que é um pronome da 3. ª pessoa do singular e significa “a pessoa que”), obriga a utilizar sempre essa 3.ª pessoa do verbo (fez). Assim, evite dizer: “sou eu quem escrevo” ou “são eles quem resolvem”». Quase desapareceu da escrita literária, mas a verdade é que é absolutamente correcta esta concordância com o pronome relativo quem. Nestes casos, citam-se exemplos de Fernando Pessoa («Sou eu quem descrevo»), Jorge Amado («Eram os filhos, estudantes nas Faculdades da Baía, quem os obrigavam a abandonar os hábitos frugais») e, para os mais exigentes, Rui Barbosa («Sou eu quem perco») ou Gonçalves Dias («Sou eu quem prendo aos céus a terra»).
[Texto 391]

«Empregue/empregado»

O horror! O horror!

      «O meu amigo Pedro Ayres vinha a Colares e sugeriu que nos encontrássemos no Café da Várzea, para nos cumprimentarmos. Há décadas que não ouvia este verbo — cumprimentar — bem empregue. Mas foi o que fizemos. Bebemos e comemos cafés e queijadas; falámos disto e daquilo — enfim, cumprimentámo-nos bem cumprimentados» («A chuva dos patos», Miguel Esteves Cardoso, Público, 3.08.2011, p. 31).
      É, no mínimo, estranho, parece-me, dizer-se «bebemos e comemos cafés e queijadas». E no máximo, pergunta o leitor? Errado. Quanto ao «empregue», já estou a ouvir Montexto exclamar, escamado: «O horror! O horror!» E podia ou não fazer o favor de nos dizer que citava Kurtz. Remataria: «Grassam grossas e grosseiras as formas “foi empregue, foi encarregue”.»
[Texto 372]

Contracções

Descontraia, Vítor

      «As causas da morte da cantora Amy Winehouse, anteontem encontrada sem vida no seu apartamento londrino do bairro de Camden, continuam por apurar, apesar dos tablóides britânicos referirem que o motivo poderá ser overdose de álcool e drogas» («Reacções emocionadas a uma morte “mais do que triste” que continua por apurar», Vítor Belanciano, Público, 25.07.2011, p. 12).
      Não seguem os conselhos da «nossa especialista em língua portuguesa», e dá nisto, não descontraem. É claro que não leu ou não se lembra do Livro de Estilo do jornal: «apesar de + verbo no infinito — Nestes casos não se pode fazer a contracção da preposição de com o artigo ou pronome que se lhe segue».

[Texto 346]

«Si mesmo»

Themselves

      «Qualquer frase pode conter uma falsidade. Mas as palavras em si mesmo não mentem.» Há muito venho reparando que mesmo falantes que deviam ser qualificados, como tradutores e jornalistas, entendem «si mesmo» como sendo invariável. Santo Deus, não é! Si mesmo, si mesma, si mesmos, si mesmas. Na oralidade, é tolerável, mas na escrita, é imperdoável.
      «Porém todas estas coisas, verdadeiramente grandes e espantosas e nunca vistas, ainda que na primeira apreensão parecem muito para temer, bem consideradas em si mesmas, e em seus efeitos e fins, antes são muito para sossegar, e aquietar os ânimos, que para intimidar ou perturbar» (Sermões, tomo III, António Vieira. Lisboa: Editores J. M. C. Seabra & T. Q. Antunes, 1854, p. 339 [Actualização ortográfica minha]).

[Texto 197]

Tipos de frase

Interrogativa ou imperativa? Ou?...

      «Depois chega o momento alto da obra [Felizmente Há Luar!], quando Matilde, uma das personagens principais, veste a sua saia verde para assistir à execução do seu amado, o general Gomes Freire. “Digam lá o que simboliza a saia de Matilde?”» («Apostas em Sttau Monteiro, Pessoa e José Saramago», Romana Borja-Santos, Público, 20.06.2011, p. 9).
      A professora está a fazer uma pergunta ou um pedido? (Alguns dirão que é antes uma ordem.) É adequado, no contexto, o uso do ponto de interrogação? Fica resolvido se usarmos outra pontuação, dando-a como interrogativa parcial? Assim: «Digam lá: o que simboliza a saia de Matilde?» Digam o que acham, não se acanhem.

[Texto 187]

Superlativo hebraico

É só repetir

      «Há 21 anos nesta escola [Escola Básica e Secundária de Carcavelos], para Leonor Brazão o único segredo para os exames nacionais é trabalhar, trabalhar, trabalhar» («Apostas em Sttau Monteiro, Pessoa e José Saramago», Romana Borja-Santos, Público, 20.06.2011, p. 9).
      Em literatura, diz-se logo que se trata de repetição com valor expressivo. Quem já leu composições de alunos do 2.º ciclo, de crianças de 11 ou 12 anos, sabe que a repetição de uma palavra é, pela sua simplicidade, um dos recursos que mais usam. «E depois o príncipe foi andando, andando, andando...» Nunca mais parou. Isto fez-me lembrar outro recurso, também fundado na repetição. Ainda se ensina na escola o superlativo hebraico? Decerto que não. Nem a maioria dos professores mais novos saberá do que se trata. Rei dos reis, vaidade das vaidades, cânticos dos cânticos... Estão a ver agora? É uma construção enfática que consiste na intensificação do substantivo pela sua repetição no plural como adjunto adnominal. Veio do hebraico, pela Bíblia, directamente para o português, para o castelhano, para o francês, para o italiano, para o inglês. Em alemão, muito antes de qualquer vaga de anti-semitismo, o Cântico dos Cânticos passou, no século XVI, de Lied der Lieder para Hoheslied ou das Hohelied. «A vista repousava, bêbeda de luz, na confiança das confianças», escreveu Aquilino Ribeiro.

[Texto 186]

«Apelar para»

Não me convencem

      Correspondendo ao apelo da leitora Cristina e aproveitando ter-me passado agora mesmo pelos olhos uma frase com a regência errada («Muitos apelam à extin­ção da RTP.»), eis mais uma vez: a regência do verbo «apelar», na acepção que a frase acima exigia, é apelar para. A mim, basta-me esta notinha de Francisco Fernandes na página 83 do seu magnífico Dicionário de Verbos e Regimes: «APELAR A ALGUÉM ou A ALGUMA COISA é regência condenada pelos mestres.» Bem podem os novíssimos linguistas de pacotilha dizer o contrário.
      Eis um mestre: «Ao final, todos, mesmo os paulistas, apelaram para a ação do Governo, seja com a abertura de crédito barato, seja mediante legislação favorável à imigração, seja por medidas que possibilitassem o emprego do trabalhador nacional» (Emancipação dos Escravos: Projeto Dantas (dos sexagenários) e o parecer que o justifica, Rui Barbosa. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1988, p. VII).
[Texto 175]

Preposições e conjunções

By taxi

      «Sai à volta de dez euros por mês — o preço de uma ida-e-volta por táxi a um restaurante ou a uma praia, uma só vez por mês. […] Estou convencido que é a freguesia sublime de Colares que é responsável por estas economias» («Junho até agora», Miguel Esteves Cardoso, Público, 2.06.2011, p. 39).
      Cada língua tem as suas especificidades. Em espanhol, por exemplo, a preposição que se usa para indicar o meio de transporte é en: en autobús, en avión, en bici. (Mas diz-se a caballo e a pie.) Em português, não usamos a preposição por para indicar o meio de transporte, mas sim a preposição de: de comboio, de carro, de táxi.
      Na segunda frase, o problema é outro: há conjunções e verbos repetidos, sem ganhos de expressividade, antes pelo contrário. «Estou convencido que é a freguesia sublime de Colares a responsável por estas economias.»
      «Ida e volta» não precisa de hífenes, mas ultimamente Miguel Esteves Cardoso anda para aí virado: «As poucas pessoas que ficam à espera das campanhas para se decidirem em quem votam — e que são susceptíveis ao dinheiro que se gastou para convencê-los — são uns borra-botas e umas baratas-tontas, que se fazem caras, no sentido mais extravagante da palavra» («Poupem-nos», Miguel Esteves Cardoso, Público, 24.05.2011, p. 39).
[Texto 99]

Linguagem

Sôbolos rios que vão...

      «Em 2010, pois, um decréscimo brutal de quatro milhões de habitantes sobre os 10,7 milhões que somos hoje» («Mapa da mina abandonada», Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, 20.05.2011, p. 56).
      Parece-me impróprio o uso da preposição «sobre» neste contexto. Aliás, esta preposição é das mais mal utilizadas na nossa língua — e não estou a aludir às confusões, pela semelhança fonética e pelo parentesco, entre as preposições «sob» e «sobre».
[Texto 84]

Sobre «consigo»

A propósito de pronomes

      Em 1999, o leitor Faustino António Di, de Maputo, Moçambique, fazia esta pergunta ao Ciberdúvidas (aqui): «É correcto dizer “Depois falo consigo?” O meu professor de Português recomendou-me um trabalho de investigação no qual tenho de procurar saber porque é que a seguinte frase “Depois falo consigo” é incorrecta.» Resposta do consultor, um tal L. W.: «Num uso mais culto da língua seria preferível usar o verbo no futuro do presente: “Depois falarei consigo”. No entanto, está correcto utilizar o presente do indicativo para indicar um facto futuro, mas próximo. (Veja Celso Cunha e Lindley Cintra, “Nova Gramática do Português Contemporâneo”, Edições João Sá da Costa, Lisboa, 1987: “Emprego dos Tempos do Indicativo”, página 448.).» Ter sido no século passado não é desculpa. Quase dez anos depois, a dupla Sandra Duarte Tavares/Carlos Rocha (aqui) perorava: «Em Portugal, o pronome consigo pode ter como referência o pronome você, pelo que é gramatical a frase “Eu caminhava e falava consigo sobre o que ocorreu ontem”, desde que a interpretemos do seguinte modo: “Eu caminhava e falava com você sobre o que ocorreu ontem.”» É idiotismo nosso, sem dúvida, mas umas décadas antes os professores de Português tachavam esse uso sem valor reflexo de idiotia, de solecismo imperdoável. A língua evolui mesmo, não há dúvida.
[Texto 58]

Preposição comitativa

Sem tigo

      Claro que interessa saber que o pronome eu muda para mim depois das preposições a, de, em, para, por, contra, etc. Já tenho é dúvidas que interesse muito saber de cor — como homens da geração e formação do revisor antibrasileiro tanto valorizam — as formas pronominais -migo, nosco-, -tigo, -vosco, sigo-, pois usam-se sempre contraídas com a preposição com. Dantes, já aqui o escrevi, a preposição aparecia sempre assim: commigo, comtigo, comsigo, comnosco, comvosco. No português quinhentista, era assim, pois ainda estava viva a consciência da sua formação. Na língua arcaica, porém, dizia-se simplesmente migo ou mego, tigo ou tego, sigo, nosco e vosco, sem a preposição comitativa, e só depois se deu a reduplicação da preposição.
      Ouçam Francisco Louçã, ontem à noite no comício em Évora, a brincar com a língua: «Percorrem o País, estes homens que se apresentam: “Eu sou candidato a primeiro-ministro, eu vou governar talvez contigo, talvez sem tigo.”»
[Texto 57]

Omissão da preposição

Concisa e desembaraçada

      O leitor A. S. pergunta-me se não se deveria omitir a preposição em na seguinte frase: «Publica-se em todos os dias úteis.» Não: podia apenas. «Publica-se todos os dias úteis.» Leia-se o que escreveu Domingos Cegalla: «Do mesmo modo: uma noite que êle me visitou por numa noite em que êle me visitou; o dia que não a vejo em vez de no dia em que não a vejo; a última vez que viajei em lugar de na última vez em que viajei. A omissão da preposição em, nestas e noutras locuções temporais, torna a linguagem concisa e desembaraçada» (Novíssima Antologia da Língua Portuguêsa. Rio de Janeiro: J. Ozon Edição, 1964, p. 229).

[Post 4662]

Particípios em «-e»

Said Ali

      E dizemos nós. «Assim observamos junto do particípio normal entregado o concorrente terrível entregue. Já o seu aspecto externo nos surpreende. Exceptuada a palavra livre — um adjetivo que também faz de particípio — não sabemos de outro exemplo de forma participial em –e em todo o português literário desde o seu comêço até o fim da era seiscentista, e ainda mais tarde» (Dificuldades da Língua Portuguêsa, M. Said Ali. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 6.ª ed.,1966, p. 128).

[Post 4625]


«De debaixo», de novo

Para ficar bem assente

      Já aqui vimos esta questão. A repetição serve somente para mostrar que, sempre que é usado um verbo de movimento, pelo menos a dúvida não deixa de aflorar a mente de quem escreve: «“Tirar de baixo” ou “tirar de debaixo”?» E nada disto é novo.
      «Pegou nela e pôs-se a embalá-la, cantarolando na sua linguagem. A Didi retirou a cabeça de debaixo da asa e olhou para o macaco. Quando o viu a embalar a garrafa, ficou cheia de ciúmes e zangada» (A Aventura no Barco, Enid Blyton. Tradução de Maria Helena Mendes. Lisboa: Editora Meridiano, Limitada, 1969, p. 67-68). «— Onde está o barco? — disse João, olhando em volta. Não o viram. Só quando retiraram o Micky de debaixo da cama e que encontraram o barco. Ele não o tinha estragado. Apanhou três valentes acoites e a Didi três palmadas no bico» (idem, ibidem, p. 68). «Um ruído suspendeu-lhe de repente os pensamentos. Pousou o cachimbo e levantou-se, uma figura silenciosa, mesmo junto da coluna quebrada. Escutou. O ruído vinha de debaixo do chão, tinha a certeza» (idem, ibidem, pp. 201-2). «À noite, o Estrela dos Mares voltou a partir. Nem Jaime nem qualquer dos pequenos ouviu as máquinas começarem a trabalhar. A Didi acordou, retirou a cabeça de debaixo da asa e voltou a encolher-se» (idem, ibidem, p. 226).
[Post 4597]

«Se não/senão»

Os maiores e os menores

      Ora digam-me lá quem sabe escrever.
      «Quando o regimento mudou, e os deputados (da oposição, claro) adquiriram alguma iniciativa, Sócrates adoptou a regra de não responder às perguntas que não lhe convinham (dezenas, se não centenas delas). Quanto à populaça, como se sabe, nem se deu ao trabalho de revelar o estado do país, nem de explicar o que andava a fazer» («Agarrado ao poder?», Vasco Pulido Valente, Público, 19.03.2011, p. 48).
«Se a previsão não falhar, virão aí algumas dezenas, senão centenas de milhares de portugueses — os franceses de torna-viagem» (Os Apontamentos: Crónicas Políticas, José Saramago. Lisboa: Editorial Caminho, 1998, p. 24).
«Os totalmente convertidos que se baptizaram e fizeram cristãos, não só se contaram a milhares, senão a milhões» (Sermões, P. António Vieira. Lisboa: Lello & Irmão, 1959, p. 391).


[Post 4586]

«Crer/querer»

Não quero crer

      No laboratório, de novo. «Os partidos com assento parlamentar criam queriam apresentar soluções pró-populares.» «Muitos alunos», defendeu a professora, «cometem este erro, talvez por serem palavras como que parónimas.» «Como que»? Então não há uma categoria específica em que encaixá-las? São muito mais, a avaliar pelo que vejo, os que consideram este mesmo par, crer/querer, como palavras parónimas do que aqueles que as dizem  homófonas. Eu aprendi que, se a pronúncia não for contrafeita, forçada, antinatural, são palavras homófonas. Não faltam, porém, manuais escolares, como este, que ensinam que são parónimas. Crer e querer têm grafia semelhante? Tem a palavra o leitor.

[Post 4546]


Formação de palavras

De Berlim ou de Bruxelas

      Quer escrevamos «bola-de-berlim» ou «bola de Berlim», o processo de formação de palavras é o mesmo: por justaposição. A língua tem, como se sabe, vários processos de formação de palavras, mas os mais gerais são a aglutinação e a justaposição. Actualmente, com o Dicionário Terminológico (DT), fala-se em composição morfológica (processo de composição que associa um radical a outro(s) radical(is) ou a uma ou mais palavras», na definição do DT) e em composição morfossintáctica (processo de composição que associa duas ou mais palavras», também na definição do DT). Se consultarmos o DT, vemos que entre os escassos exemplos deste último processo de formação se encontra «via láctea». Sem hífen. A presença ou ausência de hífen não interfere na definição destes compostos como sendo por justaposição. Por outro lado, não é pela mera presença de um topónimo (qualquer que seja a grafia adoptada, «bola-de-berlim» ou «bola de Berlim», que podemos afirmar que estamos perante o processo de derivação imprópria, de que já aqui falei bastas vezes.


[Post 4506]

E/mas

Conjunções infelizes

      «Kilbourne, nascido a 10 de Julho de 1920 nos EUA, reformou-se com 80 anos, mas dedicou grande parte da vida profissional a estudar as doenças infecciosas» («Uma vida a desenvolver novas vacinas contra a gripe», H. R., Diário de Notícias, 26.02.2011, p. 57).
      O e pode ter valor adversativo; o mas nunca indica conexão ou adição.

[Post 4495]

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