«Essencialmente»

Doce engano


      Tinha de desbastar nas centenas de advérbios em –mente, e que descobri eu? Não querem saber? Então adeus! Já que pedem: a definição do advérbio essencialmente no Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora deixa muito a desejar. Apenas isto: «por natureza» e «por condição». O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa acha (às 17.24) que não precisamos de saber. Imaginem agora, para não ser muito rebuscado, que alguém estava a referir os novos saberes apontados pelo relatório da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI, da Unesco, presidida por Jacques Delors, e queria resumi-los, escrevendo: «Esses novos saberes devem, essencialmente, valer para a pessoa, etc.» Qual das acepções foi aqui usada? Nenhuma! Compulsem então o Dicionário Houaiss e consultem o respectivo verbete: «naquilo que é mais importante, essencial; na essência; basicamente, fundamentalmente». Todos os dicionários são iguais?

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1 comentário:

Paulo Araujo disse...

Corrijo [redor para [redondamente]; deixei de comentar, por esquecimento, que todas as acepções são abonadas.

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