Parónimos
7.5.09
Perfeito, bedel
Quando leio em gramáticas e em manuais escolares, como exemplo de parónimos, as palavras «prefeito» e «perfeito», rio-me sempre. Uma criança brasileira sabe o que é um prefeito, como o saberá um luso-descendente (e quando é que no Diário de Notícias começam a grafar correctamente esta palavra? «Bebé lusodescendente em coma induzido» [Alexandra Carreira, 26.01.2009, p. 24]) que viva em França ou na Suíça. Para uma criança portuguesa, um prefeito é algo tão obscuro como um bedel para a generalidade dos leitores. Palavras parónimas, vale lembrar, são as que têm escrita e pronúncia semelhantes e são passíveis de confusão. Um dos melhores exemplos são as palavras «dispensa» e «despensa». Acabei de rever um texto em que se lia: «O futuro da humanidade passa por olhar, de novo, para a Terra como a verdadeira dispensa, e privilegiar os produtos biológicos às refeições.» Entre eminente e iminente, florescente e fluorescente, descrição e discrição, apóstrofe e apóstrofo, as confusões são diárias…
Quando leio em gramáticas e em manuais escolares, como exemplo de parónimos, as palavras «prefeito» e «perfeito», rio-me sempre. Uma criança brasileira sabe o que é um prefeito, como o saberá um luso-descendente (e quando é que no Diário de Notícias começam a grafar correctamente esta palavra? «Bebé lusodescendente em coma induzido» [Alexandra Carreira, 26.01.2009, p. 24]) que viva em França ou na Suíça. Para uma criança portuguesa, um prefeito é algo tão obscuro como um bedel para a generalidade dos leitores. Palavras parónimas, vale lembrar, são as que têm escrita e pronúncia semelhantes e são passíveis de confusão. Um dos melhores exemplos são as palavras «dispensa» e «despensa». Acabei de rever um texto em que se lia: «O futuro da humanidade passa por olhar, de novo, para a Terra como a verdadeira dispensa, e privilegiar os produtos biológicos às refeições.» Entre eminente e iminente, florescente e fluorescente, descrição e discrição, apóstrofe e apóstrofo, as confusões são diárias…
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3 comentários:
O que complica a questão da paronímia é que há casos em que as palavras são, quase sempre, homófonas (dispensa/despensa, discrição/descrição). Outros exemplos por vezes apresentados como palavras parónimas são sempre homófonas (eminente/iminente, emigrante/imigrante, emergir/imergir).
Pedro, nao considero que as palavras apresentadas sao homofonas, neste caso, estaria na categoria dos homonimos imperfeitos e nao na paronimia. No ex. citado dispensa e despensa sao paronimos e nao homofonos. Ao falar d-i-spensa(dispensa) a pronuncia correta é a do I e de d-e-spensa(despensa) é a do E. O que corrobora realmente com a definicao de palavras paronimas: palavras que possuem grafia e pronuncia parecidas.
Anónimo, você é brasileiro, que diz as vogais como elas são. Em Portugal comemo-las. Em Lisboa já dizemos despensa, tal como há muito dizemos Felipe ou menistro.
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