Nome das letras, outra vez
6.1.09
Também me parece confusão
Talvez se lembrem desta questão do nome das letras. Mais um contributo, desta vez do escritor João de Araújo Correia: «Diz este amigo que o nome de cada letra deve representar todos os seus valores. Ó matemáticos, acudi-lhe!» (João de Araújo Correia. A Língua Portuguesa. Lisboa: Editorial Verbo [s/d, mas de 1959], p. 84).
Talvez se lembrem desta questão do nome das letras. Mais um contributo, desta vez do escritor João de Araújo Correia: «Diz este amigo que o nome de cada letra deve representar todos os seus valores. Ó matemáticos, acudi-lhe!» (João de Araújo Correia. A Língua Portuguesa. Lisboa: Editorial Verbo [s/d, mas de 1959], p. 84).
edit
6 comentários:
É uma letra curiosa. Praticamente toda a gente pronuncia "guê", talvez para evitar confusões com o "jota", mas a verdade é que em siglas ou outras combinatórias (quase) toda a gente pronuncia "gê": GNR, G3, G7, ponto G, ... Já agora, se (quase) toda a gente pronuncia /ípslon/, concorda que se devia registar a palavra "ípslon" nos dicionários, além de ípsilon?
Tomo a liberdade de transcrever aqui o n.º 1 da Base I do Acordo Ortográfico de 1990:
«1.º O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras, cada uma delas com uma forma minúscula e outra maiúscula:
a A (á)
b B (bê)
c C (cê)
d D (dê)
e E (é)
f F (efe)
g G (gê ou guê)
h H (agá)
i I (i)
j J (jota)
k K (capa ou cá)
l L (ele)
m M (eme)
n N (ene)
o O (ó)
p P (pê)
q Q (quê)
r R (erre)
s S (esse)
t T (tê)
u U (u)
v V (vê)
w W (dáblio)
x X (xis)
y Y (ípsilon)
z Z (zê)
Obs.: 1 - Além destas letras, usam-se o ç (cê cedilhado) e os seguintes dígrafos: rr (erre duplo), ss (esse duplo), ch (cê-agá), lh (ele-agá), nh (ene-agá), gu (guê-u) e qu (quê-u).»
Assim, há apenas duas letras que admitem, segundo este Acordo, duas pronúncias diferentes: «g» e «k».
Fernando Ferreira
Mas a propósito dessa mesma questão, e tendo em conta a informação aqui deixada pelo Fernando Ferreira, pronunciar Ponto G como "Ponto Guê" só faz cair a líbido por uma mera questão de hábito auditivo... certo?
Pedro,
«Ípslon»? Aonde íamos parar, se enveredássemos por esse caminho? À fantasiosa e arbitrária escrita fonética?
Fernando Ferreira,
Acordo que não está em vigor. De resto, já antes se dizia o mesmo, o que eu sabia e, presumo, talvez João de Araújo Correia soubesse.
Denise,
O hábito faz o monge, pecador ou não. Faz sempre cair a libido.
Bem, terei isso em conta quando estiver a conversar com quem me interessa para...
(a utilidade deste blogue!)
:-)))))
Em relação às palavras "bê", "cê", "dê", "jota", "eme", etc., só existem como uma espécie de transcrição fonética das letras, pois quem pronuncia "gê" escreverá assim, quem pronuncia "guê" colocará o "u". Ou não é assim? Todos estes nomes de letras reflectem a "pronuncia real". Daí os dicionários portugueses registarem "dâblio" e os brasileiros "dáblio". Deste modo, parece-me acertado escrever "ípslon" e reservar o "ípsilon" para a letra grega. Julgo que faz sentido.
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