12.9.10
Sem tirar nem pôr
D. Francisco Manuel de Melo (1608–1666) escreveu, nas Cartas Familiares, «sem que ninguém lho ache», mas o revisor antibrasileiro acha que «sem que ninguém» é erro crasso e que se deve dizer e escrever «sem que alguém». Em épocas mais recuadas, o uso da dupla negativa era talvez mais vulgar, com recurso ao advérbio «não» ou, como no caso acima, à preposição «sem», mas a língua portuguesa continua a ser, porque o é matricialmente, uma língua de dupla negação.
[Post 3869]
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