Uma palavra por dia: «abroncar»

Grande bronca!

«Mientras tanto, en París, una atmósfera de plomo reinaba en las filas de su mayoría parlamentaria: el jefe del Elíseo ha echado la bronca a diputados y senadores que empezaban a mostrarse levantiscos» («Sarkozy abronca a sus diputados para que aceleren las reformas», Andrés Pérez, Público, 5.10.2007, p. 14). Abroncar: repreender asperamente (de bronca, e este do latim vulgar *brŭncus, e este, por sua vez, cruzamento de broccus, objecto pontiagudo, e trŭncus, tronco). É o puxão de orelhas de que falava ontem o Libération: «A l’Elysée, hier, Sarkozy a sermonné députés et sénateurs, tout en abordant les sujets qui fâchent» («Les oreilles chauffent chez les élus UMP», Alain Auffray e Nathalie Raulin, Libération, 4.10.2007, p. 6). Ah, sim: levantisco, de levantar, no sentido de amotinar, é o que tem génio inquieto e turbulento.

Uma palavra por dia: «facultativo»

Faculta-me aí um dicionário

«El cupo recomendado de tarjetas sanitarias por facultativo es de 1.200 y se está asumiendo una media de 2.000 pacientes» («España necesita 25.000 médicos de familia más», V. Pi/A. González, Público, 4.10.2007, p. 2). O facultativo é, entre outras acepções do vocábulo, a «persona titulada en medicina y que ejerce como tal». Também o catalão regista a mesma acepção. «Facultatiu («1803; formació culta analògica sobre la base del ll. facultatus, -a, -um, participi de facultare), m i f. esp Metge.» Especialmente médico. Também em português temos a acepção. Quando os jornalistas a descobrirem, já podem variar — como agora gostam de fazer com a dupla advogado/causídico — o léxico. Um leitor que se encontra aqui ao meu lado acaba de dizer: «Percebi tudo, menos aquele “cupo”!» Paciência, leia-me amanhã. Vá lá, uma vez sem exemplo: cupo vem do verbo caber e significa parte proporcional, quota-parte. No contexto, é o número de pacientes que deveria caber a cada médico.

Léxico: geosmina

Porque é que cheira a terra, papá?

      Agora, quando o leitor passear com o seu filho num jardim acabado de regar ou depois de ter chovido, já pode ensinar à criança que o cheiro característico a terra molhada se designa por geosmina, cujo étimo, grego, significa precisamente «aroma da terra». É, com mais rigor, uma substância bacteriana, volátil, produzida pela Streptomyces coelicolor e por algumas cianobactérias.

Uma palavra por dia: «párvulo»

De párvulo se torce…

«El hombre, un párvulo de cuatro años en un colegio de Salas de los Infantes (Burgos) en 1975, sufrió distintas enfermedades que derivaron en epilepsia y una minusvalía del 65%. La Junta ha sido condenada a indemnizarle con 313.900 euros más intereses porque el Supremo la considera heredera del organismo encargado de la vacunación antivariólica en aquel momento» («Condena por una vacuna mal puesta», Público, 3.10.2007, p. 30). Párvulo, adjectivo aqui usado como substantivo (do latim parvŭlus, diminutivo de parvus, pequeno), é uma criança de tenra idade. Também o português tem este vocábulo, que não usamos. Entre nós, abundam mais os parvos.

«Párvulo, adj. (do lat. parvulu-). Pequenino.│Ant. Parvo, idiota. │S. m. Criança» (in Grande Dicionário da Língua Portuguesa, coordenado por José Pedro Machado).

Gerúndio no Brasil

Estou vendo

«El gobernador de Brasilia, José Roberto Arruda, ha prohibido el uso del gerundio en comunicados oficiales. Así los funcionarios regionales deben evitar expresiones como “estamos planificando”, “estamos preparando” o “estamos estudiando”, que, según portavoces del gobernador, son usadas como excusas para esconder la ineficacia. “Quien usa el gerúndio quiere confundir”, dijo» («Prohíben el gerundio en comunicados», Público, 3.10.2007, p. 15).



[Actualização. Soube agora mesmo que Fernando Alves, nos seus «Sinais», falou hoje do decreto do governador Arruda. Ouça
aqui.]

Uma palavra por dia: «chafar»

Espanhol

«“Son taaan monos”, señalan al unísono un par de amigas ante el escaparate de una tienda con amigurumis. Sólo les falta chafar la nariz contra el vidrio. Ya es oficial: lo hecho a mano reverdece que es un contento. En el nombre de lo artesanal, se perpetran muchos horrores, pero el amigurumi es una de las cosas a salvar de la quema» («Tricotar en japonés», Marta Riezu, Público, 2.10.2007, p. 50). Chafar, pois. Na definição do Diccionario de la Real Academia: «Aplastar lo que está erguido o lo que es blando o frágil, como la hierba, el pelo de ciertos tejidos, las uvas, los huevos, etc. U. t. c. prnl.» No contexto, talvez a melhor tradução deste verbo onomatopaico seja «achatar, esmagar, comprimir»: «Só lhes falta achatar o nariz contra o vidro.»

TLEBS

A negregada

O texto de revisão da TLEBS (Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário) está em consulta pública até 31 de Dezembro. Falem agora ou calem-se para sempre. O documento de revisão pode ser descarregado aqui.

Aprendizagem

Imagem: http://static2.instructables.com/

Jogos de construção


Do diário espanhol Público realço hoje: «Los juegos de construcción podrían mejorar el desarrollo del lenguaje infantil en niños menores de tres años, según un estudio de la Universidad de Washington (EEUU). Las pruebas realizadas mostraron que los niños que recibieron estos juguetes tenían puntuaciones un 15% superiores en las evaluaciones de lenguaje que aquellos a los que no se les habían proporcionado estos juguetes» («Juegos que mejoran el lenguaje en niños», Público, 2.10.2007, p. 39).

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