Prefixo «anti-»

Tudo de uma vez

      Há anos que ando a avisar que o prefixo anti- é seguido de hífen somente se o elemento seguinte começar por h, i, r ou s. Salvo em relação a nomes próprios, um caso que também já tratei, não há excepções. Só é de espantar quando o erro aparece em livros revistos (mal, claro). Nos jornais, só vai sendo de admirar quando acertam. No exemplo, triplamente: «Newt Gingrich: “A Administração Obama é antiemprego, antiempresas, antienergia americana”» («Barack Obama foi o alvo e Portugal entrou no debate dos candidatos republicanos», Kathleen Gomes, Público, 15.06.2011, p. 14).

[Texto 177]

Prefixo «super-»

Frio, frio...


      «O que queriam dizer é que o vidro é conhecido como um líquido super arrefecido» (Quantas Ovelhas São Precisas para Fazer Uma Camisola?, Paul Heiney. Tradução de Alexandra Cardoso e revisão de Benedita Rolo. Lisboa: Academia do Livro, 2009, p. 88). «Ao colocar a sua colher dentro da chávena e mexer, as camadas frias podem ser levadas até ao ponto de ebulição, ou mesmo acima, devido ao súbito contacto com as camadas superaquecidas» (idem, p. 142).
      Para a tradutora e a revisora, a regra parece ser altamente subjectiva, mas provavelmente relacionada com a temperatura... Erradíssimo: o prefixo super- só tem hífen a ligá-lo ao elemento seguinte se este começar por h ou r. Logo, superaquecido e superarrefecido.

[Post 3025]

Destacar prefixos

In-coerente?


      Caro C. T.: se é recorrente, tem de manter. Há-de ser, concorde ou discorde, estilo do autor. De contrário, deverá sugerir alteração. No século XVIII é que Filinto Elísio escrevia, para acentuar mais a ideia de negação, in-consolado, separando com hífen o prefixo da palavra, a fim de lhe dar mais relevo.

Arquivo do blogue