Ignorância

E está esgotado


      A Editorial do Ministério da Educação (sim, existe) publicou um livrinho, A Bandeira e o Hino — Símbolos de Portugal, da autoria de Ana Maria Marques e Isabel Alçada, e a publicidade assegura que «é um instrumento de trabalho educativo que permite ficar a conhecer os símbolos de Portugal». Conhecer, sim, mas mal: o músico e editor José Sacramento viu que essa partitura está errada, pelo que se deu ao trabalho de a copiar e fazer um ficheiro áudio do que lá está escrito. É o novo hino. Uma coisa é certa: é muito menos belicoso. Até nos remete para as paisagens oxigenadas do Nepal.

[Post 3968]

Como se escreve nos jornais

Nem assim


      Podia começar com isto, mas talvez seja demasiado: «Deputados queixaram-se por serem os últimos a saberem» («Passos assume ousadia mas recusa radicalismos», Cristina Rita/Luís F. Silva, Correio da Manhã, 15.09.2010, p. 26). Algo mais comezinho, como isto: «Os destroços do carro, que será um Renault Laguna, foram passados a pente-fino, ontem de manhã, pelos inspectores da Polícia Judiciária» («Morre queimado», João Mira Godinho, Correio da Manhã, 15.09.2010, p. 13). E isto: «Foi júri durante dois anos consecutivos do concurso Miss Bairrada, mas, este ano, José Castelo Branco foi convidado para ser o apresentador da grande final, que consagrou Carina Moura» («“É a rapariga mais linda”», V. N., Correio da Manhã, 15.09.2010, p. 47).
      Apanágio dos inteligentes é, não não errarem, que todos erramos, mas corrigirem os erros que lhes apontam.

[Post 3881]

Solecismos dos políticos

Falam os políticos


      Pedro Passos Coelho na Antena 1, ontem, sobre o desfecho do caso Freeport: «Apenas digo, nesta altura, que é deplorável que em Portugal se demorem tantos anos a conduzir investigações sobre matérias desta natureza.»
      Manuela Cunha, primeira subscritora de um requerimento a pedir a classificação da linha e dirigente do Partido Ecologista «Os Verdes», sobre a construção da barragem do Foz Tua: «Se a lei neste país for cumprida, não poderão haver obras na área da linha do Tua até ser tomada uma decisão relativa à classificação ou não da linha. […] E, a partir desse momento, não podem haver obras.»

[Post 3746]

Arquivo do blogue