29.12.10
Quase igual
Não me lembro de alguma ter visto numa tradução a grafia queda-d’água. E, no entanto, é assim que está registado nos dicionários, como também estão os vocábulos borda-d’água, cobra-d’água, copo-d’água, galinha-d’água, mãe-d’água, olho-d’água, pau-d’água, pau-d’alho, pau-d’arco, pau-d’óleo e tromba-d’água, entre outros. É o que acontece, por exemplo, com o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa. Alguns foram infamemente esquecidos pelo Dicionário da Língua Portuguesa da Porto Editora. No Acordo Ortográfico de 1990, pouco mudou em relação às anteriores normas, excepto (por esquecimento?) esta: «Sempre que, no interior de uma palavra composta, se dá invariavelmente, tanto em Portugal como no Brasil, a elisão do e da preposição de, emprega-se o apóstrofo: cobra-d’água, copo-d’água (planta, etc.), galinha-d’água, mãe-d’água, pau-d’água, pau-d’alho, pau-d’arco. Dando-se, porém, o caso de essa elisão ser estranha à pronúncia brasileira e só se verificar na portuguesa, o apóstrofo é dispensado, escrevendo-se a preposição em forma íntegra: alfinete-de-ama, maçã-de-adão, mão-de-obra, pé-de-alferes.»
Gosto, confesso, deste sinal gráfico designativo da elisão de uma ou mais letras numa palavra. Infelizmente, é muitas vezes mal grafado, pois é substituído por uma plica. Em termos de conceito, é confundido, como já aqui vimos várias vezes, com «apóstrofe».
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