Concordância

[Sem título]

      «Num daqueles filmes de merda que, tal como o cagar, são necessidades, sem as quais não se está bem (o Final Destination 5), um professor ignóbil pergunta retoricamente a um dos relutantes discípulos: “Qual é a coisa que jamais se consegue reciclar?” A resposta, claro, é o “tempo desperdiçado”. Só vi os primeiros dez minutos – não desperdicei a hora e tal que faltavam – mas foi o suficiente para absorver a mensagem» («O destino, entretanto», Miguel Esteves Cardoso, Público, 19.08.2011, p. 33).
      Uma e tal não são dois. Isto precisa de um psiquiatra: «Agora já só um mês e tal nos separa, meu amor. Esperemos que irá passar o mais depressa possível! Só Deus sabe a vontade que tenho de te ver e de te abraçar! A falta que tu, meu amor, me fazes, não há palavras que a possam exprimir!» (D’Este Viver aqui Neste Papel Descripto: cartas da guerra, António Lobo Antunes. Lisboa: Publicações Dom Quixote, 2005, p. 262).
[Texto 410]
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