Verbo «haver»

Era só o que faltava


      À saída do debate quinzenal no Parlamento, o primeiro-ministro, José Sócrates, disse aos jornalistas: «Não, as únicas medidas que podem haver são aquelas medidas que são previstas no Plano de Estabilidade e Crescimento.»
      Por coincidência, já hoje aqui falámos da impessoalidade do verbo haver no sentido de existir. Há, é verdade, alguma tolerância (e é conveniente dizê-lo, pois em público, em vez de se congratularem com um blogue como este, há quem apele para a minha «complacência», como se eu fosse um monarca absoluto atreito a excessos...), dado que se trata da oralidade, mas ainda assim erro é erro, e este é grosseiro. Estão reunidas as condições para ser mais grave do que parece: é o primeiro-ministro e foi aos microfones da rádio.

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