Iliteracia

Abaixo de cão

As televisões (e as empresas em geral) gostam muito de ter pessoas a trabalhar para elas gratuitamente. A particularidade da televisão é que as pessoas são usadas e ainda agradecem. Claro que, sendo muitas vezes pessoas impreparadas, fazem, como não deixaria de dizer Miguel Esteves Cardoso, merda. Na sexta-feira, o programa Panda & Cia, do Canal Panda, foi entrevistar uma tratadora de cães. (A legenda, porém, dava-a como groomer…) Para fechar a sua lição de como se dá banho a um cão, disse duas sonoras vezes: «Aprendestes, Panda?»
Mas estava a ser injusto: na verdade, há também professores, oh horror!, que também falam assim, o que é uma absoluta, completa e irremissível vergonha. Na televisão, na escola… estamos bem entregues.

edit

3 comentários:

Anónimo disse...

Nem sei para que se deu ao trabalho de falar da tratadora de cães...

pedro

Helder Guégués disse...

Para atingir os professores, talvez…

Helder Guégués disse...

«Na verdade» bordão linguístico? Está a confundir uma opção legítima do discurso com expressões supérfluas como «é assim», «portanto», «prontos» e outras que foram surgindo e desaparecendo.

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