TLEBS
2.6.06
Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS)
Ainda hoje não compreendo a necessidade de se ter concebido uma nova terminologia linguística para o ensino. Passados meses, ainda nem sequer compreendo a nova terminologia. Como não sou professor, posso viver bem sem isso até ao fim dos meus dias, podem contrapor-me. Pois, mas vejo muitos professores que nem querem pensar que existe uma nova terminologia. Prosaicamente, diria que se estão a borrifar. Não foi — lembrar-se-ão estes professores e todos nós — Sócrates que afirmou que inaugurava uma nova prática política, não desprezando iniciativas de governos anteriores, antes aproveitando o que era de aproveitar? Se chegaram à conclusão de que a terminologia anterior precisava de ser revista, melhorada, adaptada, era isso que faziam. Faz lembrar os casais de novos-ricos que deitam para o lixo as mobílias de carvalho que herdaram e as substituem por móveis da Ikea. Há muitos professores que já não vão assimilar a nova terminologia, porque, afinal, não nos deixemos enganar, não se trata de palavras, mas de conceitos. Só uma nova geração de professores irá dominar este novo instrumento, mas com um custo considerável: o corte com o passado e com o que este tinha de bom. Por outro lado, os 48 % de jovens com 15 anos cuja competência de leitura é mínima não vão beneficiar nada com esta medida — eles serão os futuros professores. Como escreve Vasco Graça Moura, faz falta uma varredela.
Ainda hoje não compreendo a necessidade de se ter concebido uma nova terminologia linguística para o ensino. Passados meses, ainda nem sequer compreendo a nova terminologia. Como não sou professor, posso viver bem sem isso até ao fim dos meus dias, podem contrapor-me. Pois, mas vejo muitos professores que nem querem pensar que existe uma nova terminologia. Prosaicamente, diria que se estão a borrifar. Não foi — lembrar-se-ão estes professores e todos nós — Sócrates que afirmou que inaugurava uma nova prática política, não desprezando iniciativas de governos anteriores, antes aproveitando o que era de aproveitar? Se chegaram à conclusão de que a terminologia anterior precisava de ser revista, melhorada, adaptada, era isso que faziam. Faz lembrar os casais de novos-ricos que deitam para o lixo as mobílias de carvalho que herdaram e as substituem por móveis da Ikea. Há muitos professores que já não vão assimilar a nova terminologia, porque, afinal, não nos deixemos enganar, não se trata de palavras, mas de conceitos. Só uma nova geração de professores irá dominar este novo instrumento, mas com um custo considerável: o corte com o passado e com o que este tinha de bom. Por outro lado, os 48 % de jovens com 15 anos cuja competência de leitura é mínima não vão beneficiar nada com esta medida — eles serão os futuros professores. Como escreve Vasco Graça Moura, faz falta uma varredela.
edit
2 comentários:
a nova geração de professores que já conhece há alguns anos esta nova terminologia (há nove anos atrás estudei-a eu na FLUP!!), nunca irá pô-la em prática, simplesmente porque o nosso sistema formou-os e baniu-os...
já agora deixe-me dar-lhe os parabéns pelo seu trabalho de esclarecimento linguístico.
Os professores que se preocupam em estudar já conhecem a terminologia há quase dez anos. É desde 1997 que ela aparece nos documentos orientadores.
O texto do Graça Moura nada acrescenta senão lugares comuns sobre a necessidade de melhorar as práticas de ensino.
Já dei aulas em oito escolas e o problema é sempre o mesmo: a generalidade dos meus colegas nem os programas conhece. Repetem as aulas que tiveram quando eram alunos ou não fazem mais do que seguir os manuais.
Não se culpe a TLEBS por isto. É atirar areia para os olhos do povo...
Enviar um comentário