Dupla negativa

Abrupto, o pensamento

      «Ora não há qualquer prova de que tal existiu, nem o bom senso e o conhecimento da realidade no terreno o revela, até porque, meus amigos!, estamos em Portugal e em Portugal ninguém conspira sem que não se saiba ou se venha a saber, e as conspirações são umas coisas amadoras e adolescentes, mais espertas do que inteligentes, e nunca resultam» («Um problema para as eleições de Lisboa: segurança eleitoral», José Pacheco Pereira, Público, 7.07.2007, p. 45).
      A duplex negatio dos Romanos ainda faz andar a cabeça à roda aos Portugueses. Não, não, desnecessariamente complicado. Tentemos assim: «Ora, não há qualquer prova de que tal existiu, nem o bom senso e o conhecimento da realidade no terreno o revelam, até porque, meus amigos!, estamos em Portugal e em Portugal ninguém conspira que não se saiba ou se venha a saber, e as conspirações são umas coisas amadoras e adolescentes, mais espertas do que inteligentes, e nunca resultam.»

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